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Vida longa aos faraós: Egito voltou ao centro das atenções em 2022

O investimento do governo do país em pesquisas permitiu o desabrochar de novas e significativas descobertas

Por Alessandro Giannini Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 dez 2022, 06h00 | Atualizado em 4 jun 2024, 10h56

O Egito tornou-se novamente o centro das atenções do mundo. Em 2022, o país recepcionou a COP27, a conferência ambiental com a presença de líderes como os presidentes Joe Biden, dos Estados Unidos, e Lula, recém-­eleito no Brasil. Internamente, celebrou antigas e novas descobertas arqueológicas. Um dos berços da civilização, o país comemorou o bicentenário da tradução dos hieróglifos da Pedra de Roseta, desvendada pelo lexicógrafo francês Jean-­François Champollion, ao decifrar a escrita cunhada em três idiomas antigos. Deu-se também o centenário da descoberta da tumba praticamente intacta do faraó Tutancâmon, que governou o país durante uma década até sua morte precoce, aos 19 anos, por volta de 1323 a.C., revelada ao mundo de hoje pelo britânico Howard Carter. Em novembro, a inauguração do Grande Museu Egípcio, em Gizé, coroou o passado glorioso e o trabalho heroico de exploradores e estudiosos estrangeiros.

O investimento do governo do Egito em pesquisas permitiu o desabrochar de novas e significativas descobertas. No fim de maio, o Ministério do Turismo e Antiguidades encontrou 250 sarcófagos e 150 estátuas de bronze na necrópole de Saqqara, no sul do Cairo. Concebidas no século V a.C., as urnas funerárias ainda exibiam a pintura original e mantinham as múmias intactas. Em uma delas foi encontrado um papiro de 9 metros de comprimento que pode ser um dos capítulos do lendário Livro dos Mortos.

Além disso, o arqueólogo e ex-ministro egípcio de Antiguidades Zahi Hawass, de 75 anos, disse ter encontrado não apenas a tão sonhada múmia de Nefertiti, mas também a de Anquesenamon, sua filha e esposa de Tutancâmon, no Vale dos Reis, em Luxor. Em breve, testes de DNA poderão confirmar a autenticidade dos restos mortais. Hieróglifos encontrados recentemente pelo arqueólogo britânico Nicholas Reeves na tumba de Tutancâmon sugerem que o local de repouso da rainha possa estar em uma câmara adjacente. É esperar para ver. O fascínio pelos infinitos segredos da cultura egípcia não para de aumentar — agora embebido de ciência.

Publicado em VEJA de 28 de dezembro de 2022, edição nº 2821

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