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O tapa memorável de Will Smith no Oscar 2022

O pedido de desculpas a Chris Rock foi feito no dia seguinte, em um mea-culpa do ator nas redes sociais, condenando todo tipo de violência

Por Raquel Carneiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 dez 2022, 06h00 • Atualizado em 4 jun 2024, 10h57
  • A cena parecia só mais um esquete de humor de graça duvidosa do Oscar. O comediante Chris Rock ironizava as celebridades da plateia, entre elas a atriz Jada Pinkett Smith, esposa de Will Smith. Eis que o ator, então, caminhou resoluto até o palco e desferiu um tapa na cara de Rock. A plateia reagiu com um misto de risadas e vaias. Seria algo combinado? A dúvida pairava no ar — mas logo se dissipou: não era uma encenação. O momento entrou para a lista de vexames da cerimônia e provocou discussões infindáveis entre os que defendiam o astro e os que o criticavam, levantando debate sobre os limites do humor. Rock tirou Smith do sério ao ironizar o cabelo raspado de Jada. “Mal posso esperar por G.I. Jane 2”, disse ele, em referência ao filme de 1997 que, no Brasil, foi traduzido como Até o Limite da Honra. Nele, Demi Moore é uma militar que exibe o mesmo look careca de Jada. O comediante não sabia que a esposa de Smith sofre de alopecia, condição que afeta o couro cabeludo — mas isso não justificava, claro, a agressão do marido ressentido. Pouco depois, Smith confirmou seu favoritismo ao Oscar de ator, levando a estatueta por King Richard: Criando Campeãs. Aceitou o prêmio em meio às lágrimas e se desculpou com os presentes. “Nessa indústria, temos de ouvir pessoas que nos desrespeitam com um sorriso no rosto, fingindo que está tudo bem”, disse. O pedido de desculpas a Chris Rock foi feito no dia seguinte, em um mea-culpa do ator nas redes sociais, condenando todo tipo de violência. Em resposta ao bafão, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo Oscar, baniu Smith de todos os seus eventos por dez anos. Após uma reclusão de quatro meses, durante a qual ele disse ter pensado sobre a vida, o ator retornou à ativa. Envolveu-se na produção de séries e documentários e voltou a ser visto na tela em Emancipation, filme com orçamento de 120 milhões de dólares da Apple TV+, no qual vive um negro escravizado fugitivo. O drama foi rodado com a pretensão de conquistar indicações ao Oscar — especialmente para Smith. Se chegar lá outra vez, ele não poderá comparecer ao prêmio — nem estapear quem o irritar na festa.

    Publicado em VEJA de 28 de dezembro de 2022, edição nº 2821

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