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VEJA 57 ANOS

A morte do cão Orelha reacende a pauta da defesa dos animais

Em 2009, VEJA destacava em sua capa uma reportagem que mostrava como os animais de estimação se tornavam cada vez mais da família. Dezessete anos depois, a crueldade humana evidencia que a defesa contra os maus-tratos segue forte

Por Natália Hinoue Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 jan 2026, 15h35 • Atualizado em 29 jan 2026, 17h22
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Fugindo dos clássicos temas de política e economia, um outro assunto tomou conta do noticiário na última semana:os maus-tratos contra os animais, que teve uma escalada, em todos os sentidos, com a morte cruel do Cão Orelha.

Em 22 de julho de 2009, a revolução mental que colocou os bichos na esfera moral da humanidade era capa de VEJA em uma reportagem que relatava a relação milenar entre homens e bichos de estimação. “Mais do que amigos, eles agora são como filhos”, iniciava o texto, que trazia ainda uma pesquisa Radar Pet, da Comac, sobre a intimidade dos brasileiros com seus cães e gatos, e dizia que cada vez mais eles são tratados como membros da família.

Um caso ocorrido esta semana mostra que a pauta permanece forte, como mostram as reações de famosos e anônimos nas redes.

Com cerca de 10 anos, o cão comunitário Orelha foi atacado por um grupo de adolescentes no dia 4 de janeiro, na região da Praia Brava, uma das regiões mais nobres de Florianópolis, Santa Catarina. Após ser socorrido e levado a uma clínica veterinária, o cachorro teve que ser submetido à eutanásia no dia 5, em razão da gravidade dos ferimentos.

No último sábado, 24, uma mobilização nas redes sociais comoveu diversas celebridades a se manifestarem sobre a morte do cachorro, como o ator e comediante Rafael Portugal, a cantora Ana Castela, as atrizes Heloísa Périssé e Paula Burlamaqui, a ativista Luísa Mell e a primeira-dama, Janja.

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A Polícia Civil de Santa Catarina passou a investigar o caso. Os quatro adolescentes foram identificados como suspeitos do crime de maus-tratos. Além disso, três adultos, pais e um tio dos adolescentes, foram indiciados por suspeita de coação a uma testemunha durante a investigação.

Após a repercussão do caso Orelha, foi aprovada, em Santa Catarina, a Lei nº 19.726, que institui a Política Estadual de Proteção e Reconhecimento do Cão e Gato Comunitário. Segundo o governo catarinense, o texto garante que esses animais também precisam ser protegidos pela sociedade e pelo Poder Público.

Maus-tratos contra animais são crime federal (Lei 9.605/98). Denuncie através do 190.

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Saiba mais em VEJA. Todas as quintas-feiras você, leitor, poderá conferir uma edição do passado no nosso #TBT e ainda consultá-la na íntegra na home do nosso site.

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