Uma preocupação mundial: o acesso dos filhos à internet
Em 2007, VEJA destacava em sua capa uma reportagem sobre o uso de redes sociais pelas crianças. Dezoito anos depois, a Austrália tomou uma medida inédita sobre o assunto
Em 18 de julho de 2007, VEJA destacava em sua capa uma preocupação presente no dia a dia dos pais até hoje: estar atento em como as crianças usam a internet.
“Para muitos pais e mães, ver o filho de 6 anos manusear mouse e teclado com a desenvoltura de quem nasceu para isso — e nasceu mesmo — é de encher o coração de orgulho. Um pequeno empurrão, e em dois tempos o pequeno gênio domina o vocabulário da rede, baixa música e vídeo, descobre sites, joga online, troca mensagens com os amigos”, iniciava o texto.
A reportagem, no entanto, abordava o lado escuro da força da rede. A internet é um espaço aberto e ingovernável, no qual circula todo tipo de boas e más intenções.
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Diante deste cenário, entrou em vigor na Austrália, nesta quarta-feira, 10 de dezembro, uma medida inédita que proíbe o uso de redes sociais por menores de 16 anos.
A nova legislação obriga as empresas a remover perfis abaixo da idade mínima e a bloquear novos cadastros, e já derrubou milhões de contas de crianças e adolescentes em plataformas como TikTok, Instagram, Snapchat, YouTube, Facebook, Threads e X.
As multas para as plataformas que descumprirem a regra podem chegar a 49,5 milhões de dólares australianos (mais de R$ 178,5 milhões).
A reação das famílias foi dividida. Alguns pais relatam isolamento social dos filhos, que perderam o principal canal de comunicação com colegas. Há quem esteja ajudando as crianças a contornar o bloqueio com VPNs ou novas contas. Outros responsáveis, no entanto, celebraram a medida.
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