Oferta Relâmpago: 4 revistas pelo preço de uma!

Área na Amazônia, equivalente a uma Espanha, é ameaçada pelo aumento de incêndios e grilagem

Queimadas localizadas em regiões de florestas públicas aumentaram 64%, de acordo com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia  

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 20 jan 2025, 14h41 - Publicado em 20 jan 2025, 14h09

Uma boa e uma má notícia sobre a Amazônia. A boa é que, em 2024, os incêndios diminuíram 20% em relação ao ano anterior.  Mas o fato não desviou a atenção dos cientistas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia sobre um problema sério e preocupante para o aquecimento global. As florestas públicas da Amazônica, também chamadas de “sem destinação”, queimaram 64% a mais que no ano anterior. Em 2024, os incêndios devastaram 2.460.082 hectares, enquanto que, em 2023, 1.498.320 hectares.

O fogo é uma ferramenta usada frequentemente para o desmatamento. Sabe-se que áreas devastadas ficam mais suscetíveis ao fogo criminoso, às invasões e à grilagem. “Os desmatamentos e os incêndios fazem parte do mesmo processo de ocupação ilegal de terras públicas”, diz Paulo Moutinho, pesquisador sênior do IPAM. “As áreas queimadas em 2024 já tinham sido alvo de desmatamento. É por isso que sua redução deve ser acompanhada de políticas para que essas áreas tenham uma destinação, para ser uma solução sustentada”, diz.

Pela Lei de Gestão de Florestas Públicas de 2006, a destinação deve ser para conservação e uso sustentável de recursos naturais, ou virar terra indígena. É uma forma de aumentar a proteção de áreas, que somadas correspondem a 56,5 milhões de hectares, o equivalente ao tamanho da Espanha.

Setembro passado foi o mês recorde de queimadas, dos últimos cinco anos, nas florestas públicas, que perderam para o fogo 756,3 mil hectares, de acordo com os dados do Monitor do Fogo, iniciativa coordenada pelo IPAM na rede MapBiomas.

Segundo o IPAM, mais de 20 milhões de hectares de florestas públicas  correm o risco de grilagem, pois estão sendo autodeclaradas como área privada, via registro irregular de CAR (Cadastro Ambiental Rural), por pretensos proprietários. O avanço de declarações fraudulentas é considerado “uma bomba relógio de desmatamento futuro”, segundo Moutinho. O registro no CAR é um instrumento importante para regularização ambiental das propriedades, pois é um documento de posse da terra.

Continua após a publicidade

Leia:

+https://beta-develop.veja.abril.com.br/agenda-verde/assembleia-de-mato-grosso-aprova-mudanca-de-bioma-que-pode-aumentar-desmatamento

Se o avanço da grilagem continuar no mesmo passo, o IPAM calcula como consequência a emissão de cerca de 8 bilhões de toneladas de carbono, volume igual a 1 ano de emissões globais de gases do efeito estufa. O avanço significa um imenso retrocesso na imagem do país, que pretende ser referência na preservação ambiental, e um impacto negativo na briga contra o aquecimento global

Continua após a publicidade

 

 

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
a partir de 9,90/mês*
ECONOMIZE ATÉ 47% OFF

Revista em Casa + Digital Completo

Nas bancas, 1 revista custa R$ 29,90.
Aqui, você leva 4 revistas pelo preço de uma!
a partir de R$ 29,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a R$ 9,90/mês.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.