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Desastre ambiental: em Jundiaí, lago é tingido de azul

Centenas de peixes morreram e grupos de resgate trabalham no local para descontaminar patos impactados pela tinta

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 Maio 2025, 18h24 • Atualizado em 14 Maio 2025, 23h24
  • O preservado Córrego das Tulipas, em Jundiaí, cidade do interior de São Paulo, é um recanto com uma das paisagens mais bucólicas da região: no lago peixes e patos deslizam nas águas, do tranquilo Parque Botânico Tulipas Professor Aziz Ab’Saber. Mas, na última terça-feira, 13, tudo mudou. Nas redondezas, um caminhão, que transportava corante, bateu em um poste. O acidente provocou o derrame da carga: 2 mil litros de uma tinta azulada. O produto escorreu para uma boca de lobo da ladeira e acabou que nas águas límpidas do parque, que costuma receber a captação da chuva da região. Resultado: o lago ficou com uma imensa mancha azul, que tingiu toda a fauna submersa.

    Poucas horas depois, centenas de peixes foram encontrados mortos, boiando no lago. Várias entidades ambientais se deslocaram para resgatar os animais atingidos.  Entre eles,  gansos e patos foram levados pelos veterinários do Grupo de Resposta a Animais em Desastres (GRAD) para serem desintoxicados. Assista ao vídeo acima feito pela equipa ambiental. Depois de passarem por exames, as aves receberam carvão ativado para puxar o produto do organismo.  Os animais ficaram impregnados de um corante, normalmente utilizado para colorir caixas de ovos.  A substância tem um odor forte. Dependendo de do tipo de contato e do animal pode ser letal, como se percebeu rapidamente com  o aparecimento dos peixes azulados encontrados mortos.

    Outra preocupação dos ambientalistas são as capivaras do local. “Avistamos 11, a maioria delas filhotes”, disse à reportagem da Veja, a veterinária e moradora da região, Vânia Nunes, que é vice-presidente do GRAD. “Deu para ver que o focinho de algumas capivaras estavam pintados de azul. Mas como se encontravam distantes, no meio do mato, a equipe não se aproximou para que elas não corressem para o lago, que era tudo o que não queríamos.”

    Os integrantes do GRAD foram para o parque assim que souberam do acidente. A ideia era garantir que os animais fossem prontamente atendidos e não ficassem para trás de outras prioridades elencadas pelas autoridades. A Associação Mata Ciliar, que desenvolve ações de preservação da biodiversidade, e tem parceria com a Prefeitura de Jundiaí, está monitorando as capivaras.

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    A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) decidiu que a melhor solução é  diluição do corante na água, para diminuir o impacto. Para isso, a estratégia adotada foi aumentar a vazante do lago, que tem saída para o Rio Jundiaí. O corante já chegou em Itupeva, cidade a 20 km de Jundiaí. No fim do dia dessa quarta-feira, 14, mesmo com o aumento do volume de água do lago, as águas continuavam muito azuis. O Ministério Público abriu um inquérito para apurar o caso.

    Leia:

    +https://beta-develop.veja.abril.com.br/mundo/furacoes-secas-e-inundacoes-os-desastres-naturais-que-marcaram-2024/

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