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Dobra o número de países com ar seguro

Relatório global aponta 13 países dentro do padrão recomendado para a saúde, mas o panorama ainda é crítico

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 mar 2026, 18h58 | Atualizado em 26 mar 2026, 06h47

Referência para o mercado em geral, a nova edição do relatório global da IQAir, empresa suíça de monitoramento do ar, traz um dado que, à primeira vista, surpreende: dobrou o número de países com ar considerado seguro. Hoje, são 13 nações e territórios que atendem ao padrão da Organização Mundial da Saúde para material particulado fino (PM2.5), o principal indicador de poluição atmosférica. O número ainda é pequeno diante do universo analisado — o estudo reúne dados de mais de 130 países —, mas representa um avanço em relação às duas edições anteriores, quando apenas 7 países atingiam esse nível.

O relatório, intitulado World Air Quality Report e divulgado na última terça-feira, 24, segue critérios técnicos rigorosos para classificar o ar como seguro. O principal deles é a concentração média anual de partículas PM2.5 — sigla para material particulado fino, que pode ser até 30 vezes menor que um fio de cabelo humano. Para estar dentro do padrão, esse índice não pode ultrapassar 5 microgramas por metro cúbico (µg/m³), limite definido pela OMS por estar associado a menor risco de doenças. Entre os 13 países, há diferenças relevantes de desempenho: Austrália, Nova Zelândia, Islândia e Estônia registram alguns dos melhores índices, enquanto nações insulares como Bahamas, Barbados, Granada, Cabo Verde e Fiji aparecem próximas do limite máximo — ou seja, ainda dentro da faixa considerada segura, mas com menor margem em relação ao teto recomendado.

Na outra ponta do relatório, a Ásia segue como epicentro global da poluição atmosférica. Países como Paquistão, Índia e Bangladesh continuam liderando o ranking dos piores índices, com níveis de poluentes que podem ultrapassar em mais de dez vezes o limite considerado seguro. A combinação de rápida urbanização, uso intensivo de combustíveis fósseis, emissões industriais e queimadas agrícolas mantém a região em situação crítica e persistente.

A qualidade do ar, no entanto, não é apenas uma questão ambiental — é um tema central de saúde pública. A exposição prolongada ao material particulado está associada ao aumento de doenças respiratórias, cardiovasculares e até câncer, além de impactos no desenvolvimento infantil e na função cognitiva. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a poluição do ar está ligada a cerca de 7 milhões de mortes prematuras por ano no mundo, o que reforça o peso desse indicador: mais do que um dado técnico, ele mede diretamente as condições de vida da população.

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