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Entenda como gigantes do streaming contribuem para o efeito estufa

Netflix e outras plataformas de vídeo sob demanda tem alta pegada de carbono

Por Duda Gomes 5 nov 2021, 08h01 | Atualizado em 8 nov 2021, 18h59
Entenda como gigantes do streaming contribuem para o efeito estufa Priorizar nos meus resultados Google

Sentar no sofá e ligar a televisão para assistir a sua série preferida na Netflix pode ser mais nocivo para o meio ambiente do que você imagina. A pegada de carbono, isto é, a quantidade de CO2 emitida na atmosfera, produzida ao assistir à programas em plataformas de streaming é imensa.

A gigante Netflix divulgou recentemente uma métrica dos seus hits globais por horas visualizadas. Os dez principais programas da casa – entre eles Round 6, Bridgerton, Lupin e Stranger Things – acumularam mais de 6 bilhões de horas de visualizações nos primeiros 28 dias após o lançamento.

O número de emissão de carbono nesse processo corresponde a aproximadamente 1,8 bilhão de quilômetros de viagem de carro, com base na estimativa da Carbon Trust.

É como se alguém pegasse um carro no planeta Terra e dirigisse, em linha reta, até Saturno.

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Em 2016, o Youtube, maior site de compartilhamento de vídeos do mundo, emitia por ano 11 milhões de dióxido de carbono equivalente, o CO2e, unidade de medida que indica pegada de carbono. Na época tinha 1,4 bilhão de usuários.

Hoje tem mais de 2,4 bilhões. Essa quantidade de CO2e se assemelha a de cidades do tamanho de Glasgow, na Escócia, onde líderes mundiais estão reunidos na cúpula do clima, Cop26.

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No Brasil, existem mais de vinte tipos de plataformas de streaming disponíveis, sendo Netflix, GloboPlay, Amazon Prime Video e Disney+ as mais famosas.

A cadeia de atividades necessária para transmitir os vídeos em casa é imensa: vai desde a infraestrutura de armazenamento de dados e transmissão por wifi e banda larga até o uso de aparelhos eletrônicos para assistir os conteúdos.

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Todo esse processo demanda eletricidade, e a maior parte é gerada pela emissão de gases do efeito estufa.

Segundo estima a Netflix, uma hora de streaming por um usuário em sua plataforma produz menos de 100g de CO2e.

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Para ser mais exato, com base em usuários na Europa, emitem em média 55g de dióxido de carbono por hora. Medida equivalente a dirigir 300 metros de carro.

A preocupação com o impacto do streaming no meio ambiente é uma questão relativamente nova. No início deste ano, a Netflix anunciou a meta de atingir zero emissões líquidas de gases de efeito estufa até o final de 2022.

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Mas a emissão de gases gerados pelo público fica na tangente deste plano, e é uma questão significativa na pasta de poluição da empresa.

O comprometimento da meta da plataforma se estende apenas para a pegada de carbono de suas operações corporativas e na produção de filmes e séries.

 

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