ONU confirma: 2024 foi o primeiro ano acima do Acordo de Paris
Análise realizada entre seis conjuntos de dados relevam que o calor que o mundo sentiu na pele foi realmente incomparável

Nesta segunda-feira, 10, a Organização das Nações Unidas (ONU) confirmou que 2024 foi o ano mais quente já registrado, com base em seis conjuntos de dados internacionais. Segundo eles, a média da temperatura global da superfície superou em 1,55° a registrada entre 1850 e 1900, período do início da industrialização. Isso significa que pela primeira vez, os termômetros ultrapassaram o limite de 1,5° do Acordo de Paris. O rompimento da barreira veio junto com uma cesta de eventos extremos que provocaram grandes tragédias no ano passado, como os incêndios que destruíram biomas brasileiros e boa parte de Los Angeles, nos Estados Unidos.
Mas também serve de argumentos para os negacionistas do clima, que dizem que dá para mitigar os eventos extremos e continuar acelerando na emissão de gases de efeito estufa. As catástrofes do ano passado são apenas o início do que pode ser uma grande tragédia, segundo especialistas. Para o secretário-geral da ONU, António Guterres, enfatizou que “ainda há tempo para evitar o pior da catástrofe climática”, mas os líderes políticos “devem agir agora”.
A guerra contra o aquecimento global não está perdida. “É importante enfatizar que um único ano com mais de 1,5°não significa que não conseguimos cumprir as metas do Acordo de Paris, que são medidas ao longo de décadas”, diz Celeste Saulo, secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM). Mesmo assim cada fração de grau a mais é um importante indicador de que os países não estão fazendo a lição de casa.
Estratégia de análise da ONU
A OMM usa conjuntos de dados baseados em dados climatológicos de locais de observação, navios e boias em redes marinhas globais, desenvolvidos e mantidos pela redes marinhas globais, desenvolvidas e mantidas pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), pelo Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NASA (NASA GISS), pelo Centro Hadley da Agência Atmosférica do Reino Unido e a Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia (HadCRUT) e o grupo Berkeley Earth, da Universidade de Berkeley.
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