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Ração contaminada pode ter levado a óbito mais de 600 cavalos

Primeiros casos de intoxicação seguida de óbito surgiram em abril, no Rio de Janeiro; há registro ainda do falecimento de cães, suínos e bovinos

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 jul 2025, 07h00 •
  • Atualmente veterinários são unânimes em recomendar o uso de ração para os animais por uma série de fatores. Além da praticidade, alegam que se trata de uma nutrição completa e balanceada, com todas vitaminas necessárias na dieta de cada um deles. O lado ruim é ser um produto com muitos conservantes, onde o consumidor fica refém da qualidade prometida pelo fabricante. Empresa com 28 anos no mercado de proteínas para animais de grande porte, a Nutratta foi alvo de uma investigação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), depois de denúncias de óbitos de cavalos por intoxicação. No último dia 17, todos os produtos da empresa destinados aos equinos, produzidos a partir de novembro do ano passado, foram recolhidos. A decisão do Mapa veio depois de comprovada a contaminação de amostras de ração recolhidas nos locais onde os animais morreram, que foram analisadas em laboratórios federais. Estima-se a perda de mais de 600 cavalos, além de cães, bovinos e suínos.

    O resultado dos testes apontou para contaminação por monocrotalina, um alcaloide encontrado em plantas do gênero Crotalaria, altamente tóxica em animais vertebrados, responsável por danos no fígado, pulmões e rins. Segundo especialistas, quando atinge o cérebro leva à perda do controle dos movimentos. Em nota, a empresa lamenta os relatos de intoxicação e morte. Também afirmou que “tomou providências para dar suporte técnico aos envolvidos”, apesar de alegar que “não há, até o momento, conclusão definitiva de causalidade entre os casos relatados e os produtos da empresa”. Segundo a Nutratta, “a empresa conseguiu uma liminar na Justiça Federal para restabelecer o funcionamento quanto à atividade de produção e comércio dos produtos não destinados aos equinos”.

    Ofício do Ministério da Agricultura, do dia 25 de junho, cita falhas no processo produtivo da empresa. Entre elas, utilização de ingredientes não autorizados, ausência de rastreabilidade nos lotes fabricados e falta de controle e separação de matérias-primas como torta de algodão, resíduo de soja e feno. As primeiras denúncias surgiram em abril, no Rio de Janeiro, com casos de intoxicação, que evoluíram a óbito. Fatos similares se repetiram em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Bahia e Alagoas. A última ocorrência registrada foi em Guarulhos, na Grande São Paulo, onde nove cavalos faleceram na Chácara Dia do Sol.

    Leia:

    +https://beta-develop.veja.abril.com.br/mundo/mais-de-350-elefantes-morrem-por-envenenamento-de-agua-ligado-a-crise-climatica/

     

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