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Como Marta Suplicy jogou pá de cal sobre líder do governo

Idas e vindas

Por Pedro Carvalho 21 dez 2018, 11h42 | Atualizado em 21 dez 2018, 11h42

Marta Suplicy suou a camisa para barrar a indicação de André Moura na Comissão de Assuntos Sociais.

O ministro das Cidades, Alexandre Baldy, responsável pela indicação, tentou antes emplacar seu sobrinho, Rodrigo Sérgio Dias. Sem sucesso. Desde setembro Marta vem recebendo interlocutores para tratar do assunto.

Réu em processo de agressão doméstica contra sua ex-mulher, Dias não decolou. A ex-prefeita até o entrevistou e concluiu  realmente que sua indicação não era viável.

A pressão veio de todos os lados. Eunício Oliveira, Alexandre Baldy e o próprio Michel Temer enviaram emissários para demovê-la da ideia.

Ao encontrarem uma senadora irredutível, a trupe pensou em André Moura como plano B. Sem cargo eletivo a partir do ano que vem, Moura tinha a certeza de que seria resgatado por um cargo na Anvisa.

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Marta percebeu a estratégia. Era trocar seis por meia-dúzia. Permaneceu inabalável, apesar das pressões.

Como a indicação veio às vésperas do recesso, a ex-ministra mandou às favas o processo.

A indicação de Moura sobrou. Em 2019, sob o governo de Jair Bolsonaro, ele dificilmente será abrigado na agência.

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Em nota, Marta sacramentou a pá de cal:

“Não faz sentido e não tem cabimento a indicação, no apagar das luzes, do Deputado André Moura para uma diretoria da Anvisa. Ela não será apreciada pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal como manda o regimento interno e a legislação em vigor. Essa é a quarta indicação fora dos critérios técnicos e éticos que, como presidente da CAS, recusei-me a designar relatoria para que pudesse ser encaminhada para a sabatina e respectiva apreciação, requisitos indispensáveis para a deliberação do plenário do Senado. Mais uma indicação que não poderá e nem deverá ser levada a cabo. As razões estiveram e estão estampadas nos principais veículos da mídia nacional. Lamentável.”

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