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A conexão entre o escândalo do Banco Master e o Palmeiras

Um dos alvos de operação da Polícia Federal é conselheiro do time paulista

Por Redação 16 jan 2026, 12h17 • Atualizado em 16 jan 2026, 12h21
  • Depois de o Banco Central determinar a liquidação extrajudicial da Reag Investimentos, e a Polícia Federal deflagrar a segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura relações supostamente criminosas relacionadas ao Banco Master, o nome de um dos alvos ganhou holofotes: trata-se de João Carlos Mansur, fundador da gestora liquidada pelo BC em 2012.

    Mansur, no entanto, não tem relações apenas no mercado financeiro. Ele é conselheiro do Palmeiras — o mais votado da história para ocupar a função no Conselho de Fiscalização (COF). Ele também faz parte do Conselho Deliberativo do time paulista. Não há relação entre as investigações com outros nomes do clube que, internamente, veem a situação com preocupação, mas aguarda o andamento das apurações feitas pela Polícia Federal e Ministério Público.

    Um dos alvos da PF é conselheiro do Palmeiras
    Um dos alvos da PF é conselheiro do Palmeiras (Palmeiras/Reprodução)

    Mansur sempre cultivou o perfil de operador técnico e discreto. Formado em ciências contábeis, com MBA pela FGV, apresentou-se ao mercado como especialista em veículos pouco acessíveis ao investidor comum, como FIDCs, FIIs e FIPs. A complexidade virou diferencial competitivo. A gestora cresceu rapidamente, ganhou escala e passou a administrar uma ampla rede de fundos – hoje no centro das investigações da Polícia Federal que apuram suspeitas de fraudes em operações estruturadas envolvendo o Banco Master.

    Para os investigadores, a Reag não aparece como um agente periférico, mas como um elo relevante da engrenagem financeira sob escrutínio. As suspeitas recaem sobre operações encadeadas, de baixa transparência, com fragilidades de governança e rentabilidades consideradas incompatíveis com parâmetros razoáveis de mercado. Em ao menos um caso citado nos autos, o retorno declarado ultrapassou a casa dos milhões por cento em um único ano. Um número que, segundo técnicos, acendeu alertas máximos nos órgãos de controle.

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    Essas apurações se somam à Operação Carbono Oculto, deflagrada no ano passado, que investiga um amplo esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado, com ramificações no setor de combustíveis e no mercado financeiro. A Reag foi uma das instituições alcançadas pela operação, sob suspeita de administrar fundos usados para ocultar e movimentar recursos de origem ilícita. Em setembro, após ser alvo de buscas nessa investigação, Mansur anunciou a venda do controle da gestora e deixou a presidência do conselho.

     

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