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A palavra que Lula sugeriu no samba em sua homenagem no Carnaval

Presidente será enredo da Acadêmicos de Niterói, no Rio. O compositor André Pereira Diniz falou com a coluna GENTE

Por Giovanna Fraguito 6 fev 2026, 09h00 • Atualizado em 6 fev 2026, 16h19
  • A Acadêmicos de Niterói, escola estreante na elite das agremiações, abre o desfile do Grupo Especial do Rio de Janeiro, no domingo de Carnaval, dia 15, a partir das 22h. Em 25 alas, cinco carros alegóricos e 3100 componentes, será contado o enredo é Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil. André Pereira Diniz, nome conhecido do carnaval carioca, sendo o maior vencedor de disputas de samba-enredo da Unidos de Vila Isabel, é um dos compositores da letra que fez o homenageado, o presidente Lula (PT), cair em lágrimas. Ele falou com a coluna GENTE sobre a apresentação para o petista e o que ele sugeriu de mudança. 

    Como foi a construção do samba e a parceria com tantos nomes (Teresa Cristina, André Diniz, Paulo César Feital, Fred Camacho, Junior Fionda, Arlindinho Cruz, Lequinho, Thiago Oliveira e Tem-Tem Jr)? A escola preferiu montar um time de compositores, que garantisse a ela um samba legal e, ao mesmo tempo, uma força também de nomes, de pessoas engajadas na questão política. E aí montou-se essa parceria com Teresa Cristina, Arlindinho, Fred Camacho, Júnior Fionda e compositores mais voltados ao samba enredo, eu, Júnior Fionda, Lequinho, Tem-Tem. Quando entregaram a sinopse para a gente, não havia a ideia de que a mãe dele fosse a narradora. Essa foi uma proposta nossa, os compositores tiveram a ideia. Até porque acompanho a vida dele há muito tempo e sei da paixão que ele tem pela mãe. Achava que a forma de pegar o coração dele era através da mãe. 

    E como foi o encontro com o presidente? Fomos recebidos no Palácio pela Janja. Mais ou menos às 17h30, o presidente chegou às 18:00. Foi extremamente simpático e carinhoso, sentou do nosso lado na mesa. Foi quando a gente anunciou para ele que a narradora seria a mãe. Nesse momento ele deu uma chegada para trás, arregalou os olhos. Janja abraçou ele por trás. E ele pega a letra da música, a Teresa segura a mão dele e fala: ‘você não vai ler antes de ouvir. Música não é um poema’. Quando a gente terminou essa primeira parte, ele já desabou, chorava muito.  

    Ele não pediu nenhuma mudança? Em um determinado momento, tem a parte que fala: ‘assim que se firma a soberania’. Ele falou assim: ‘Não pode botar a soberania nacional, não?’. Respondi: ‘Lula, tenho uma rima aqui, soberania rima com anistia’. Aí ele falou: ‘Não quero me meter na homenagem, é uma homenagem. Tem outra coisa aqui que talvez não ache necessário, mas é uma homenagem. Não posso me meter nisso. Não posso me meter no que vão cantar para mim. Se é assim que sentem a minha história… Nada me agrediu, nada é mentira. Então, por mim está tudo certo’. 

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