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A reação de Moro à operação da PF no tribunal que comandou em Curitiba

Defesa de senador afirma que diligências confirmarão que relatos de ex-deputado Tony Garcia contra ele são mentirosos

Por Heitor Mazzoco Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 dez 2025, 13h09 | Atualizado em 3 dez 2025, 13h13
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Depois de agentes da Polícia Federal realizarem operação de busca e apreensão nas dependências da 13ª Vara Federal de Curitiba, o ex-juiz Sergio Moro, hoje senador pelo União Brasil, informou por meio de nota não ter acessado os autos do inquérito instaurado no começo de 2024 pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli com base em declarações feitas pelo ex-deputado estadual Tony Garcia, que diz ter feito gravações ilegais a pedido do então magistrado.

“A defesa do senador Sergio Moro não teve acesso aos autos do inquérito, instaurado com base em um relato fantasioso de Tony Garcia. Não houve qualquer irregularidade no processo de quase 20 anos atrás que levou à condenação de Tony Garcia por ter se apropriado de recursos de consorciados do Consórcio Garibaldi. Como o próprio PGR afirmou, não há causa para competência do STF no inquérito, já que não há sob investigação ato praticado por Sergio Moro na condição de senador ou ministro”, diz trecho da nota.

Ainda segundo a defesa de Moro, “o senador não tem qualquer preocupação com o amplo acesso pelo STF aos processos que atuou como juiz. Essas diligências apenas confirmarão que os relatos de Tony Garcia são mentirosos”, concluiu nota da defesa do senador pelo Paraná.

Há no Supremo inquérito aberto para analisar as denúncias feitas pelo ex-deputado estadual pelo Paraná Tony Garcia contra Moro. A busca e apreensão determinada por Toffoli em meados de outubro deste ano visa ter acesso aos documentos de investigações anteriores à Lava-Jato. Segundo um dos relatos de Garcia, ele teria sido coagido a realizar gravações ilícitas contra autoridades durante investigações desde o caso Banestado, em meados de 2004. Os supostos serviços irregulares prestados por ele teriam como objetivo conseguir um acordo de delação premiada.

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Moro foi titular da 13ª Vara de 2002 até 2018, quando deixou a magistratura para ser ministro da Justiça e Segurança Pública do então presidente Jair Bolsonaro.

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