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Alckmin critica juros altos e destaca sinalização do Copom sobre redução da Selic

Para presidente da República em exercício, taxa não se justifica devido à baixa 'taxa de desconforto' no Brasil

Por Pedro Pupulim Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 fev 2026, 18h08 | Atualizado em 19 fev 2026, 18h15

Presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin afirmou nesta quinta-feira que a atual taxa de juros no Brasil, de 15%, não se justifica, e que há uma sinalização de queda da taxa Selic a partir da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que será realizada entre os dias 17 e 18 de março.

Para o vice-presidente, não há razão para a manutenção da atual taxa Selic já que, ainda segundo ele, o Brasil está neste momento com a “menor taxa de desconforto”, ou seja, a soma da taxa de inflação com a de desemprego.

“Quando a inflação está baixa, o desemprego está alto. Quando o desemprego está baixo, a inflação está alta. Nós estamos com os dois baixos. Nós estamos com a menor taxa de desconforto, ou seja, inflação de 4,4%, abaixo do teto, em tendência de queda, porque o dólar que estava 6,30% veio para 5,20%, e a taxa de desemprego também baixa, em torno de cinco vírgula pouquinho [sic]. Então, nós estamos com a menor taxa de desconforto”, explicou.

Em reunião do Copom no fim de janeiro, o comitê de diretores do Banco Central que decide a taxa básica de juros já havia indicado que deve começar a fazer cortes em março.

Alckmin participou desta quinta-feira da 35ª Festa Nacional da Uva e Feira Agroindustrial, em Caxias do Sul (RS). Ele ficará no cargo até a semana que vem, já que o presidente Lula está em viagem internacional para a Índia e, no sábado, 21, irá para a Coreia do Sul, onde ficará até a próxima terça-feira, 24.

 

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