Alvo de ação da PF, publicitária de campanhas do PT terá de usar tornozeleira
Empresária que atuou em campanhas petistas era 'responsável por iniciativas da organização criminosa' e recebeu dinheiro do 'Careca do INSS', diz PF
Alvo de uma nova fase da Operação Sem Desconto deflagrada pela PF e CGU nesta quinta-feira, a publicitária e empresária Danielle Miranda Fonteneles terá que usar, por determinação do ministro André Mendonça, do STF, tornozeleira eletrônica.
Em outubro, o Radar revelou que a publicitária recebeu 5 milhões de reais do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS“. Ela também já atuou em campanhas eleitorais do PT, como a disputa de 2010 que elegeu Dilma Rousseff à Presidência da República.
Na decisão desta quinta, o ministro também determinou que Danielle entregue seu passaporte às autoridades, e que ela está proibida de se ausentar do país e de se comunicar com outros investigados pelo esquema bilionário de fraudes contra aposentados no INSS.
Na representação que a PF encaminhou ao ministro Mendonça, os investigadores apontaram que Danielle comandava a execução de iniciativas da organização criminosa em Portugal, e que recebeu, no total, 13,1 milhões de reais do Careca do INSS.
A defesa de Danielle havia alegado à PF que os valores obtidos são referentes à negociação de um imóvel localizado em Trancoso (BA), avaliado em aproximadamente 13 milhões, que seria pago em 13 parcelas de 1 milhão de reais cada, embora o negócio não tenha sido efetivado.
A PF, contudo, afirmou que os valores não são compatíveis com a documentação apresentada, e que as notas fiscais apresentadas por Danielle foram utilizadas para “simular legalidade” em operações financeiras vinculadas ao esquema do INSS.





