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Amazônia registra maior queda de desmatamento dos últimos cinco anos

Inpe divulga que a região deixou de devastar uma área quase igual a duas cidades do Rio de Janeiro

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 nov 2023, 15h31
Amazônia registra maior queda de desmatamento dos últimos cinco anos Priorize VEJA no Google

A Amazônia continua sendo alvo de todos os tipos de crimes ambientais. Na cesta imensa de irregularidades que fazem parte da rotina da região está o garimpo, o comércio de madeira e o crescente aumento de áreas de pastagens. De julho de 2022 a agosto de 2023, a Amazônia perdeu 9,1 mil quilômetros quadrados de floresta. É muito. Mas a perda poderia ser maior. Isso quer dizer que a floresta deixou de perder o equivalente a área de aproximadamente duas cidades do Rio de Janeiro durante o período. O desmatamento na região caiu 22,3%, segundo o mais novo levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Foi o primeiro registro de redução dos últimos cinco anos.

Com isso, a região deixou de emitir 133 milhões de tonelada de carbono, o equivalente a 7,5% do que o país joga na atmosfera ao ano. Desde 2018, período do Governo de Jair Bolsonaro, o desmatamento não baixava de 10 mil quilômetros quadrados. Mas foi esse ano que as medidas contra o desmatamento da atual gestão fizeram mais efeito. De agosto a dezembro de 2022, os alertas de desmatamentos informados pelo Deter, também monitorado pelo Inpe, registraram aumento de 54%. Mas no primeiro semestre deste ano, a redução de áreas devastadas foi de 42%.

Dos estados da região, apresentaram a maior queda  Rondônia (42%) e Pará (21%). Na contramão, Mato Grosso aumentou a devastação em 9%. Por trás da inversão de tendência de desmatamento “tem a decisão política de desmatamento zero do presidente Lula”, disse a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva Vale durante anúncio dos novos dados. “Houve um aumento expressivo de multas e embargos, apreensão de produção em áreas embargadas e destruição de bens apreendidos nessas áreas.” No Ibama, houve aumento de 104% na aplicação de multas apenas neste ano, e no ICMBio, responsável pela gestão de unidades de conservação, de 320%. O endurecimento das regras teve maior impacto nas áreas de proteção ambiental, onde o desmatamento caiu 58%.

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