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Bicheiro mais procurado do Rio, Adilsinho é preso em Cabo Frio; veja vídeo

Operação foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/RJ)

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 fev 2026, 10h55 | Atualizado em 26 fev 2026, 15h55
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O contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, patrono do Salgueiro, foi preso nesta quinta-feira, 26, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Ele era alvo de cinco mandados de prisão preventiva — quatro por homicídio e um por organização criminosa. O bicheiro é apontado como mandante da morte de Fabrício Alves Martins de Oliveira em outubro de 2022, além de ser acusado de liderar uma máfia de cigarros ilegais na Região Metropolitana. Adilsinho estava foragido.

A operação foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/RJ), com apoio da Polícia Federal, da Polícia Civil e do Ministério Público Federal (MPF).

“Integrante da cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro, o homem é considerado o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado”, informou a Polícia Federal em comunicado. “A prisão foi realizada por policiais federais e policiais civis, após levantamento de dados e informações de inteligência desenvolvidas no âmbito da FICCO/RJ. A ação visa desmantelar uma organização criminosa armada e transnacional, especializada no comércio ilegal de cigarros por meio do domínio de regiões e da imposição de violência e medo.”

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+ Máfia dos Cigarros: operação tenta prender Adilsinho, do Salgueiro, por homicídio no Rio

Rival assassinado

Oliveira foi morto em um posto de combustíveis em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Ele foi surpreendido por 14 disparos de homens encapuzados com fuzis. Os criminosos usavam camisas e balaclavas falsas da Polícia Civil, uma estratégia do grupo para facilitar a aproximação e a fuga. A vítima, mostraram mensagens interceptadas, estava sendo monitorada há cinco meses.

As investigações indicaram que o homicídio está ligado a disputas sobre o comércio ilegal de cigarros. Dois dias após o crime, Fábio de Alamar, sócio da vítima em uma fábrica de gelo, também foi assassinado ao sair do Cemitério de Inhaúma, onde ocorria o sepultamento de Oliveira. Segundo a Polícia Civil, há indícios de que os dois atuavam juntos na venda ilícita.

No final de janeiro, a 2ª Vara Criminal aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus Adilsinho; José Ricardo Gomes Simões, suposto matador de aluguel; o policial militar Daniel Figueiredo Maia, que coletou dados sobre a vítima; e Alex de Oliveira Matos, conhecido como Faraó, que participou da emboscada.

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