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Chegada de Sergio Moro ao PL provoca debandada de prefeitos no Paraná

'Não soltaremos a mão do governador Ratinho', dizem mandatários; ao menos 45 dos 52 prefeitos da sigla de Bolsonaro anunciaram saída da legenda

Por Laísa Dall'Agnol Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 mar 2026, 12h12 • Atualizado em 26 mar 2026, 12h42
  • A chegada do senador Sergio Moro (PL-PR) ao partido de Jair Bolsonaro tem provocado uma debandada de prefeitos da legenda no Paraná. O ex-juiz da Lava Jato foi filiado ao PL nesta semana como aposta para a disputa ao governo do estado contra o atual governador Ratinho Jr. (PSD).

    Ao menos 45 dos 52 prefeitos do PL no Paraná oficializaram simultaneamente a saída nesta quinta-feira, 26, em Curitiba.

    De acordo com os mandatários, a decisão do partido em apoiar a candidatura de Moro ao governo não foi endossada pela maioria dos integrantes da ala paranaense. Com a filiação do senador, o presidente estadual do PL, o deputado federal Fernando Giacobo, deixou o posto e anunciou seu desligamento da sigla. Em seu lugar, assumiu o também deputado federal Filipe Barros (PL-PR), que deverá disputar o Senado na chapa de Moro.

    “Após confirmação do PL em apoiar a candidatura de Sergio Moro ao Governo do Estado, a contragosto dos partidários da legenda, as autoridades decidiram deixar o partido”, afirmaram os prefeitos dissidentes ao anunciarem a coletiva sobre a debandada.

    Segundo Michel Micheletto, presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e prefeito de Assis Chateaubriand, um dos integrantes do grupo a liderar o desembarque do PL, a maioria dos prefeitos está alinhada com Ratinho Jr. e aprova o trabalho que vem sendo feito pelo atual gestor.

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    “Aqui ninguém vai ser ingrato, e ninguém vai soltar a mão do governador Ratinho, que é o governador mais bem avaliado do país”, diz Micheletto. Sondagem do Paraná Pesquisas de janeiro deste ano mostra que o líder do PSD tem a aprovação de 85,5% dos paranaenses.

    “Temos um governo que tem tido crescimento, que tem feito grandes entregas em educação, em mobilidade, e queremos a continuidade desse trabalho”, afirma o presidente da AMP. Além dele, prefeitos de outros municípios importantes do estado, como Cascavel, Foz do Iguaçu e Guarapuava também devem deixar o PL.

    Por enquanto, não se sabe para qual — ou quais — legendas os dissidentes deverão seguir, mas o PSD de Ratinho é naturalmente uma das opções consideradas.

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    Ainda de acordo com Micheletto, a principal queixa dos prefeitos em relação a Moro é a de que o senador é distante da realidade municipal, está voltado ao debate nacional e sequer tem relação com os mandatários locais.

    “Nunca tivemos um governador tão municipalista quanto o governador Ratinho Jr. O que nos preocupa é o tema Paraná. Nunca tivemos o Moro em nenhuma cidade, ele não tem uma pauta municipalista, não conhece nossos problemas”, diz.

    Sucessão de Ratinho Jr.

    A chegada de Moro, que figura como candidato mais bem cotado nas últimas pesquisas de voto para o governo do Paraná, embaralhou o tabuleiro político no estado.

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    Após a oficialização, Ratinho Jr. anunciou a desistência da disputa à Presidência da República — ele era um dos três nomes ventilados pelo PSD de Gilberto Kassab –, e garantiu que ficará no governo até o fim do mandato.

    De acordo com interlocutores, o foco de Ratinho, agora, será trabalhar pela eleição de um sucessor seu no Palácio Iguaçu. Nesta semana, cresceu a ventilação para que o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), seja o nome do partido nas urnas. Além dele, é cotado o secretário das Cidades, Guto Silva (PSD).

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