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Cinco elementos de propaganda antecipada no desfile sobre Lula, segundo os opositores

Políticos anunciaram novas ações no TSE contra presidente após realização da homenagem pela Acadêmicos de Niterói

Por Daniel Gullino Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 fev 2026, 11h55 •
  • O desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva gerou reações de opositores, que consideraram que houve propaganda antecipada e abuso de poder político e econômico. 

    Entre os principais pontos criticados estão a exaltação de Lula e de feitos do seu governo; a presença do presidente na Marquês de Sapucaí e a desqualificação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

    Também houve reclamações contra uma ala que trouxe estrelas vermelhas, o símbolo do PT, e contra outra que representou “famílias em conserva”, ironizando o movimento conservador. 

    A agremiação recebeu 1 milhão de reais como parte dos repasses da Embratur, vinculada ao governo federal, às escolas de samba do Rio de Janeiro. 

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, anunciou que irá acionar o TSE devido aos “ataques pessoais” ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi retratado como um palhaço preso, e também criticou a forma como os conservadores foram abordados. 

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    “Nossa ação contra os crimes do PT na Sapucaí, com dinheiro público, será protocolada rapidamente no TSE. Além dos ataques pessoais a Bolsonaro, eles atacaram o maior projeto de Deus na Terra: a FAMÍLIA”, escreveu o senador no X. 

    A representação das estrelas vermelhas foi criticada pela vereadora de São Paulo Janaína Paschoal (PP). “Acaba de passar uma ala intitulada ‘estrela vermelha’, justamente o símbolo do PT! Isso não é propaganda eleitoral antecipada?”, destacou. 

    A deputada federal Carol de Toni (PL-SC) destacou a presença do presidente, antes do início do desfile. “Lula desce pra avenida. Se isso não é autopromoção, uso da máquina pública e cheiro forte de campanha antecipada, eu sinceramente não sei o que é”, criticou.

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    Para o senador Sergio Moro (União Brasil-PR), houve abuso de poder político devido ao uso de recursos públicos para atacar um adversário. 

    “Ridicularizaram o ex-presidente Bolsonaro. Pode até não gostar do Bolsonaro, mas não pode utilizar dinheiro público, desfile de escola de samba, para atacar adversário político. Esse foi um dos episódios mais baixos de abuso de poder político na história da nossa República”, afirmou Moro, em vídeo. 

    O partido Novo, que já apresentou uma representação no TSE, declarou que irá protocolar uma ação de investigação judicial eleitoral (aije), instrumento que pode levar à cassação da candidatura. 

    O presidente da sigla, Eduardo Ribeiro, afirma que houve “propaganda eleitoral antecipada com dinheiro público”.

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