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Condenado e preso, Bolsonaro ainda deve influenciar palanques em 2026

Ex-presidente avalizou o filho Flávio como candidato ao Planalto e provocou um racha entre aliados do Centrão

Por Laryssa Borges Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 dez 2025, 06h00 • Atualizado em 24 dez 2025, 09h42
  • Não havia muitas dúvidas sobre o veredicto de Jair Bolsonaro e outros trinta réus por tentativa de golpe de Estado. Por quatro votos a um, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão. Além dele, também foram sentenciados como partícipes da trama, entre outros, os generais Walter Braga Netto (ex-ministro-chefe da Casa Civil), Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa), o delegado Anderson Torres (ex-ministro da Justiça) e o almirante Almir Garnier (ex-comandante da Marinha). O ex-presidente está numa sala-cela da superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e, a princípio, deve permanecer lá até 2033, quando estará com 78 anos de idade. A decisão coloca um ponto-final na carreira política do capitão, que estará com 97 anos após ter cumprido a totalidade da pena. O presidente, sua família e seus apoiadores, no entanto, ainda acreditam que esse cenário pode ser revertido.

    Há a expectativa de que o STF autorize o ex-presidente a cumprir a pena em regime domiciliar. Bolsonaro tem sérios problemas de saúde e necessita de cuidados especiais desde a campanha de 2018, quando foi alvo de um atentado a faca. A situação é mais complicada no campo político. Desde a condenação, o ex-presidente e seus apoiadores tentaram conseguir apoio do Congresso para aprovar um projeto que anistiaria todos os condenados pela intentona golpista. Além de livrá-lo da cadeia, a iniciativa ainda derrubaria a inelegibilidade de Bolsonaro, permitindo que ele disputasse as eleições do ano que vem. É bastante improvável que algo assim vá adiante, até porque o STF já antecipou que a medida, se aprovada, seria considerada inconstitucional. O máximo que conseguiram foi fazer avançar uma proposta de redução de penas para os sentenciados. A outra alternativa planejada pelo capitão é usar seu ainda enorme capital eleitoral como moeda de troca. Ele avalizou o lançamento do nome do filho Flávio Bolsonaro como candidato a presidente e provocou um racha entre antigos aliados, em especial o Centrão. O resultado dessa equação, seja qual for, influenciará todos os palanques de 2026.

    Publicado em VEJA de 24 de dezembro de 2025, edição nº 2976

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