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Covid-19: Ocupação de leitos de UTI em SP se estabiliza abaixo de 60%

Nas últimas quatro semanas, utilização da rede pública por pacientes graves ficou abaixo do patamar considerado seguro para flexibilizar a quarentena

Por Mariana Zylberkan, Alexandre Senechal Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 ago 2020, 20h08 • Atualizado em 11 ago 2020, 20h31
  • O índice de ocupação de leitos de UTI por pacientes com coronavírus no estado de São Paulo se estabilizou abaixo de 60%, percentual considerado por especialistas como adequado para permitir a flexibilização da quarentena. De acordo com os dados oficiais, o percentual de vagas ocupadas por casos graves em hospitais públicos chegou a 58,3% nesta terça-feira, 11, ficando pela quarta semana consecutiva abaixo do patamar recomendado. Na região metropolitana, o índice é semelhante: 57,1%.

    O índice estadual é o mais baixo desde o inicio da pandemia. O percentual já chegou a 71% no fim de maio e baixou para cerca de 65% no fim de junho. Nesta terça-feira, houve queda de 7% no número de novas internações em relação à semana anterior. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde, os hospitais com maior número de pacientes internados em UTIs até o sábado 8 são o Hospital das Clínicas (119), o Hospital M’Boi Mirim (113) e o Hospital da Brasilândia (86) – os três endereços ficam na capital do estado.

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    De acordo com o secretário municipal de Saúde da capital, Edson Aparecido, a queda nas internações está relacionada ao fato de 40% dos casos serem assintomáticos, segundo inquérito epidemiológico da cidade de São Paulo – a maioria das internações acontece na região metropolitana. “Há mais casos registrados porque há maior quantidade de testes realizados, mas os graves têm ocorrido em ordem menor”, diz o secretário.

    Apesar de os hospitais estarem menos cheios, o estado tem registrado aumentos recorrentes no número de mortes. Nesta terça-feira, houve alta de 24% em mortes confirmadas por coronavírus em comparação com o registro de 15 dias atrás, segundo análise dos dados oficiais feita por VEJA com base nas médias móveis (índice calculado levando-se em conta blocos de sete dias). No mesmo período, a média de  novos casos manteve-se estável.

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    Segundo o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, a alta nas mortes tende a perder o ritmo nas próximas duas semanas como reflexo da queda das internações. A maior parte do aumento verificado está relacionada ao interior do estado, principalmente as regiões de Registro e Franca, que enfrentam altas de casos e estão na fase vermelha do Plano São Paulo, a mais rígida em relação à adoção de medidas de isolamento social de um total de cinco fases.

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