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Enfermeiro diz em depoimento que injeção letal foi para ‘diminuir sofrimento’ de pacientes

Polícia Civil do DF analisará celulares de quatro técnicos de enfermagem investigados por três mortes; defesa de investigada aguarda julgamento de habeas corpus

Por Heitor Mazzoco Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 jan 2026, 17h15 • Atualizado em 21 jan 2026, 17h43
  • O técnico de enfermagem Marcos Vinicius Silva Barbosa de Araújo, um dos suspeitos de matar três pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal, afirmou em depoimento policial que aplicou doses medicamentosas letais para “diminuir o sofrimento” das vítimas. A Polícia Civil do DF continua as investigações para saber se as injeções administradas por ele foram cruciais para matar João Clemente Pereira, Marcos Moreira e Miranilde Pereira da Silva.

    Marcos Vinicius foi um dos alvos da Operação Anúbis, deflagrada na última segunda-feira, 19. O delegado Wisllei Salomão explicou que, a partir da comunicação pela própria unidade privada de saúde de circunstâncias atípicas envolvendo três óbitos ocorridos, a Polícia Civil instaurou “investigação aprofundada, que resultou na identificação de três técnicos de enfermagem suspeitos de causar a morte de pacientes por meio da aplicação indevida de substância química diretamente na corrente sanguínea”.

    As outras duas técnicas investigadas são Marcela Camilly Alves da Silva e Amanda Rodrigues de Sousa. Em contato com a defesa de Amanda, o advogado Vandinei Monteiro informou ter impetrado habeas corpus em favor da cliente na última segunda e aguarda decisão. “Na investigação interna (realizada pelo hospital), o nome dela não é citado”, disse. A defesa alega ainda que Amanda não participou do crime e não atuava na mesma equipe que Marcos Vinicius. A advogada que representava Marcela Camilly renunciou ao caso. VEJA busca contato com as demais defesas. O espaço está aberto para manifestação.

    Uma quarta investigada é citada em despacho judicial desta quarta-feira, 21. A defesa da técnica em enfermagem também trabalha com a inocência da investigada por falta de provas que a liguem aos crimes. “Esclareço, inicialmente, que, ainda que após a deflagração da primeira fase da operação pela polícia as suspeitas sobre elas tenham se arrefecido, o fato é que a autoridade policial cumpriu, contra ela, mandado de busca e apreensão, o que a coloca, ao menos por ora, em posição passiva nesta investigação”, diz trecho do despacho assinado pelo juiz substituto do Tribunal do Júri de Taguatinga Roberto da Silva Freitas.

    O próximo passo da polícia é checar os celulares dos investigados na tentativa “de esclarecer completamente a dinâmica dos crimes, o grau de participação de cada investigado e a eventual existência de outras pessoas envolvidas”.

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