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Ex-presidente do Rioprevidência é preso em investigação do caso Master

Deivis Marcon Antunes é investigado por investimentos do fundo de aposentadorias dos servidores do estado do Rio no banco de Daniel Vorcaro

Por Rayssa Motta Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 fev 2026, 12h23 • Atualizado em 3 fev 2026, 15h54
  • O ex-presidente do Rioprevidência, fundo de aposentadorias dos servidores do estado do Rio, Deivis Marcon Antunes, foi preso nesta terça-feira, 3, na investigação sobre o Banco Master. A prisão aconteceu depois que ele desembarcou no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, de uma viagem de férias com a família nos Estados Unidos.

    Deivis foi detido na estrada, na altura de Itatiaia, no Vale do Paraíba, quando voltava em um carro alugado para o Rio de Janeiro. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Federal participaram da ação. A defesa informou que ainda não sabe o motivo da prisão e que busca mais informações para poder se manifestar.

    A prisão temporária foi decretada pela 6.ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro com base em indícios de obstrução das investigações. A Justiça Federal considerou que havia risco concreto de destruição de provas e embaraço do inquérito. Outras duas pessoas também tiveram as prisões decretadas, mas estão foragidas. A Justiça ainda autorizou buscas em nove endereços, no Rio e em Santa Catarina.

    No mês passado, a PF fez buscas na casa de Deivis, em Botafogo, na zona sul do Rio, na primeira fase da Operação Barco de Papel, que investiga irregularidades em investimentos no Banco Master. Como a família estava de férias, o endereço estava vazio e os policiais federais precisaram chamar um chaveiro para entrar no imóvel, onde foram apreendidos quase R$ 7 mil em espécie, documentos, um pendrive, um relógio e um carro.

    Depois da operação, a Polícia Federal descobriu que documentos haviam sido retirados do apartamento, que provas digitais haviam sido manipuladas e que dois carros de luxo de Deivis haviam sido transferidos para terceiros. Os investigadores consideraram as manobras suspeitas e pediram a prisão.

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    A primeira fase da operação levou Deivis a pedir exoneração. Ele alegou que deixaria o cargo para assegurar a transparência e lisura das investigações sobre sua gestão. O fundo de aposentadorias estava sob seu comando desde 2023. Na gestão dele, foram investidos R$ 970 milhões em letras financeiras do Banco Master. Segundo a PF, essas operações “expuseram o patrimônio da autarquia a risco elevado e incompatível com sua finalidade”.

    Com o desgaste provocado pelas investigações, o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), nomeou um servidor concursado para a diretoria de administração e finanças do Rioprevidência e para o exercício temporário da presidência do fundo.

    Além de Deivis, o ex-diretor de investimentos Rioprevidência, Euchério Rodrigues, e o ex-gerente de investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal também são investigados.

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