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Flávio Dino, que vai julgar o 8 de Janeiro, já teve o seu dia de invasor

Documento confidencial do SNI mostra que em 1988 o ministro liderou protesto que derrubou portões da reitoria da Universidade do Maranhão

Por Hugo Marques Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 mar 2025, 17h16

Documentos do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) mostram que o órgão de inteligência criado na ditadura militar monitorou o então estudante de Direito Flávio Dino, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Dino é um dos cinco ministros da 1ª Turma do Supremo que vai julgar os réus que invadiram e depredaram os prédios do Congresso, do Palácio do Planalto e do STF no dia 8 de Janeiro.

Em um relatório “confidencial” de junho de 1988, o SNI descreve como Flávio Dino insuflou estudantes e liderou um protesto na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), manifestação que culminou com a derrubada dos portões da reitoria.

Dino era coordenador do Diretório Central dos Estudantes e o protesto girava em torno da nomeação do reitor e do vice-reitor. A ditadura já tinha acabado, o país era o governado por José Sarney, mas o SNI continuava funcionando a todo vapor.

Estudantes liderados por Dino derrubaram parcialmente os portões

O documento descreve o protesto contra a entrada de pessoas não credenciadas na reitoria. “Esse público, a maioria era de estudantes e professores, não se conformou com a medida e, proferindo palavras de ordem, passou a pressionar os guardas de segurança da UFMA”, diz o documento.

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O relatório diz que os estudantes foram “insuflados” pelos coordenadores do DCE, entre eles Flávio Dino. “As manifestações foram se avolumando e os descontentes forçaram os portões da reitoria, derrubando-os parcialmente”, diz o documento.

Os nomes dos estudantes, inclusive de Flávio Dino, estão escritos de maneira no documento do SNI. Dino é identificado como “Flavio Dino de Castro e Silva”. O nome do ministro, na verdade, termina com Costa.

O SNI relata que o reitor foi informado sobre a ocorrência e pediu providências à Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, que mandou para o local um pelotão de choque.

Por causa dos tumultos, a reunião foi adiada “após a multidão ser contida pelos policiais e de negociações entre as autoridades universitárias e manifestantes mais exaltados”, informa o documento.

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