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Homenagem a Lula: os projetos para barrar dinheiro público para o Carnaval

Novos critérios de repasse de verba serão analisados por senadores

Por Heitor Mazzoco Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 fev 2026, 12h47 •
  • Depois de a Acadêmicos de Niterói dedicar desfile no Carnaval ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), opositores anunciaram ações na Justiça Eleitoral em uma tentativa de tornar o petista inelegível. Ao mesmo tempo, projetos tramitam no Senado Federal para barrar destinação de verba pública para escolas de samba em homenagens personalistas.

    A proposta protocolada no dia 9 de fevereiro deste mês, de autoria de Bruno Bonetti (PL-RJ), diz que recursos públicos federais não possam financiar enredos, apresentações ou atividades que “promovam exaltação personalizada a autoridades públicas em exercício de mandato”.  “Além do desvio de finalidade, a fragilidade dos controles atuais permitiu falhas organizacionais inaceitáveis. O plano de repasses previu recursos para a Unidos de Padre Miguel – que sequer integra o Grupo Especial em 2026 –, enquanto a Acadêmicos de Niterói, responsável pelo enredo de cunho personalista, operava em uma zona de sombra, fora da lista oficial de beneficiárias. Essa desordem administrativa confirma que o fomento cultural não pode continuar vulnerável a interesses político partidários”, afirmou o parlamentar em trecho da justificativa.

    O desfile em que Lula foi homenageado ocorreu no domingo, 15, na Marquês de Sapucaí. “É fundamental esclarecer que esta iniciativa não propõe qualquer tipo de censura à liberdade criativa. O que definimos aqui, com total transparência, é que a exaltação a governantes não deve ser custeada com dinheiro do povo. Se uma agremiação deseja prestar tributo a um político no exercício do mandato, deve buscar exclusivamente o patrocínio da iniciativa privada. O papel da União é investir no fortalecimento do turismo e da identidade nacional, e não em cultos à personalidade”, acrescentou o parlamentar fluminense.

    O repasse contestado é um termo firmado entre o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) e a liga das escolas de samba do Rio, para recebimento de 12 milhões de reais divididos entre as agremiações. Levantamento da Agência Senado aponta ainda para proposta do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) para estabelecer que escolas de samba e blocos carnavalescos não recebam aporte financeiro público caso promovam apologia ao crime, tráfico de drogas ou intolerância religiosa. O projeto é de março de 2025.

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