Intérpretes de sambas-enredos passam a ser considerados patrimônios do Estado do Rio
Lei sancionada nesta sexta-feira, 29, reconhece a importância dos artistas para a preservação da cultura
Os intérpretes de sambas-enredos agora são patrimônios imateriais do Estado do Rio de Janeiro. O título foi dado pelo governador Cláudio Castro (PL), por meio da Lei 10.914/25, publicada nesta sexta-feira, 29, no Diário Oficial. A iniciativa visa reconhecer o papel desses artistas e preservar a história da cultura, dos sambas e do carnaval carioca.
“Os intérpretes das escolas de samba já são há muito tempo patrimônio do carnaval do Rio de Janeiro e agora oficializamos o que todos nós já considerávamos. É um reconhecimento e uma homenagem mais do que justa aos artistas que contribuem para a nossa cultura e abrilhantam os desfiles das agremiações. Todos merecem os nossos aplausos”, afirmou Cláudio Castro.
Neguinho da Beija-Flor, por exemplo, se tornou símbolo do Carnaval pela escola de Nilópolis, que representa desde 1976 até este ano, quando se despediu do “cargo”. Sua voz marcante ultrapassou qualquer disputa entre torcidas, levando muitos foliões a aguardarem o puxador soltar o seu famoso bordão anunciando a escola.
Outras vozes e personalidades que fizeram história incluem nomes como Jamelão, Dominguinhos do Estácio, Paulinho Mocidade, e Quinho, além de Dona Ivone Lara, a primeira mulher a assinar um samba-enredo na história do Carnaval do Rio.








