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João de Deus tem pedido de liberdade negado pela Justiça

Defesa do médium, que irá solicitar análise do mérito da questão, cogita solicitar prisão domiciliar; polícia cumpre diligências em centro espiritual

Por Estadão Conteúdo 18 dez 2018, 18h58 • Atualizado em 18 dez 2018, 19h45
  • O advogado Thales Jayme, que atua na defesa do médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, disse nesta terça-feira, 18, que o habeas corpus impetrado para revogar a prisão preventiva do líder religioso foi negado liminarmente, isto é, provisoriamente, pela Justiça de Goiás. Agora, os defensores querem que o tribunal analise o mérito da questão.

    Caso a decisão seja mantida, a estratégia será entrar com um novo pedido de liberdade, para trocar a prisão preventiva por outra medida, como prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.

    João de Deus está preso no Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia desde o último domingo, 16. O médium se entregou à polícia após quase dois dias de negociações entre seus advogados e os investigadores. Ele é acusado de crimes de abuso sexual por mulheres que fizeram consultas em seu centro espiritual, em Abadiânia (GO).

    O Ministério Público de Goiás informou na segunda-feira 17 que já recebeu mais de 500 denúncias. Nesse primeiro momento, contudo, as investigações se concentram em quinze casos.

    Polícia faz buscas em residência de médium

    A Polícia Civil de Goiás realiza na tarde desta terça uma busca na residência do médium João de Deus, em Abadiânia. Quase vinte policiais entraram na casa em busca de documentos e informações que esclareçam dúvidas da investigação a respeito das denúncias de abuso sexual contra o líder espiritual.

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    Depois dessa ação, o próximo endereço a ser vasculhado deve ser uma instituição na mesma cidade, conhecida como Casa da Sopa, onde João de Deus e seus seguidores também realizavam atividades para a comunidade e atendimentos espirituais.

    O primeiro local a ser alvo de buscas da polícia na cidade goiana foi a Casa Dom Inácio de Loyola, onde o médium realizava consultas. No centro espiritual, os policiais passaram pelo escritório administrativo, pelos salões onde aconteciam os cultos e também pelas salas pessoais de João de Deus.

    Um dos principais auxiliares do médium, conhecido como Chico Lobo, teve de apresentar à Polícia Civil como é a rotina de atendimento ao público. O auxiliar foi filmado demonstrando as etapas pelas quais os seguidores e fiéis têm de passar para participar das sessões na casa. Durante toda a busca, um advogado de João de Deus acompanhou os trabalhos e deu explicações aos policiais. Ele também teve de fornecer chaves de armários e gavetas que estavam trancadas.

    O objetivo desses mandados de busca e apreensão é esclarecer divergências em relação aos depoimentos das vítimas e do líder espiritual em sua defesa. A Polícia Civil de Goiás deve encerrar seus primeiros inquéritos até sexta-feira, 21.

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