Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 7,99

Jungmann: Poderosos têm mais meios de resistir à apuração do caso Marielle

Segundo o ministro, há pistas que apontam para disputas políticas envolvendo o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro; políticos do MDB são investigados

Por Fernando Molica
10 ago 2018, 21h05 •
  • O ministro da Segurança Pública, Raul Junggman, disse nesta sexta-feira, 10, que poderosos têm maiores possibilidades de resistir à investigação do assassinato, no dia 14 de março, da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.  De acordo com ele, os que detêm o poder dispõem de “capacidade de resiliência e uma capacidade de mobilizar defesas ou mobilizar meios de resistir”.

    Na terça-feira, Jungmann afirmara que agentes de Estado, inclusive políticos, estavam envolvidos no crime. Nesta sexta-feira, ele declarou que os homicídios serão esclarecidos e que nada impede o trabalho da polícia e dos responsáveis pela intervenção na área de segurança do Rio de Janeiro. De acordo com ele, há pistas que apontam para disputas políticas e por ocupação de cargos.

    Ontem, VEJA revelou que uma linha de investigação da polícia do Rio indica o envolvimento de deputados estaduais do MDB-RJ nas mortes. Em entrevista, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) cobrou mais empenho na apuração da ligação do crime com os parlamentares – Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi. Todos estão presos, acusados de corrupção. Em notas, eles negaram qualquer ligação com os assassinatos e criticaram as declarações do deputado do PSOL.

    Marielle teria sido morta como retaliação a uma sentença judicial em ação proposta por Freixo que impediu a ida de Albertassi para o Tribunal de Contas do Estado. Três dias depois da decisão da Justiça, ele foi preso por determinação do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). Caso tivesse assumido o cargo de conselheiro do TCE, o deputado passaria a ter o direito de ser processado apenas no Superior Tribunal de Justiça, o que beneficiaria também outros denunciados no processo, como Picciani e Melo.

    Na entrevista, Freixo afirmou que Marielle foi morta “pela política do Rio de Janeiro”. A seguir, trechos da entrevista:

     

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    OFERTA RELÂMPAGO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.