Local da facada em Bolsonaro pode virar ‘Memorial da Liberdade’ em Juiz de Fora
Sem poder criar gastos ao Executivo, vereadora espera doações para a construção de um busto no local em que o então presidenciável sofreu o atentado
A Câmara de Juiz de Fora (MG) analisa um projeto de lei apresentado pela vereadora Roberta Lopes (PL) para criação de um busto do ex-presidente Jair Bolsonaro para lembrar o atentado a faca sofrido pelo então candidato presidencial na região central da cidade mineira, em setembro de 2018. Chamado de “Memorial da Liberdade“, o monumento terá um busto de bronze do capitão da reserva e uma placa com informações sobre o caso. A obra deverá ser instalada no mesmo local do atentado, no cruzamento das ruas Halfeld e Batista de Oliveira, no calçadão da região central.
De acordo com a proposta, o monumento terá pedestal com altura de 2,20 metros, largura e profundidade de 1,20 metro e profundidade de 1,20 metros. O material recomendado é de granito maciço, cor cinza ou bege, polido nas faces e flameado nas quinas, com material de alta resistência a impactos, intempéries e pichações. Para fixá-lo, chumbamento com pinos de aço e base subterrânea de concreto armado (mínimo de 60 centímetros de profundidade). Já o busto, de 80 centímetros, deverá ter parafusos internos ocultos, sistema antirremoção com soldagem e chumbamento interno. O material a ser utilizado deve ser bronze fundido e acabamento de pátina escura. “O monumento contará também com piso de bloco de concreto intertravado antiderrapante em círculo de 2,5 metros de raio ao redor da base, com iluminação de LED no piso e refletores inferiores”, cita trecho da proposta.
O problema enfrentado pela parlamentar é o custo da obra. Isso porque, segundo a Constituição Federal, o Poder Legislativo não pode criar despesas ao Poder Executivo. A expectativa é a de que apoiadores façam doações financeiras ou materiais. A parlamentar também prevê angariar recursos por meio de emendas parlamentares, convênio ou fundos municipais.
“A sua finalidade é a de preservar a memória do atentado, reconhecendo a relevância histórica do episódio para o país, registrando simbolicamente os valores associados ao evento, especialmente a defesa da vida, da liberdade, da democracia, de Deus, da família e da Pátria, protegendo e valorizando o patrimônio histórico-cultural relacionado ao fato”, justificou a vereadora.
E continua: “Além disso, o memorial também visa promover reflexões sobre a intolerância política e seus impactos sociais, especialmente considerando a onda de violência crescente no mundo contra políticos e personalidades mais próximas aos ideais clássicos da direita no espectro político, como os atentados que tiraram a vida de Charlie Kirk, nos Estados Unidos, e Miguel Uribe, na Colômbia, além das tentativas de assassinato de Donald Trump, nos Estados Unidos, e de Jair Messias Bolsonaro, no Brasil, atentado objeto deste projeto de lei.”





