Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 7,99

Lula sanciona lei que proíbe uso de ‘todes’ no serviço público do país

Lei da Política Nacional de Linguagem Simples orienta servidores públicos a não usar 'novas formas de flexão de gênero'

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 nov 2025, 12h09 • Atualizado em 18 nov 2025, 12h50
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que proibirá o uso de termos da linguagem neutra — o que inclui palavras como “todes” e “elu” — no funcionalismo público brasileiro. A medida abarca desde repartições públicas até instituições escolares federais, estaduais e municipais. A determinação está contida dentro da lei da Política Nacional de Linguagem Simples, que tem o objetivo de facilitar a comunicação de órgãos da administração direta e indireta com as pessoas. 

    O trecho que atinge diretamente a linguagem neutra diz o seguinte: “A administração pública obedecerá às técnicas de linguagem simples na redação de textos dirigidos ao cidadão, tais como: (…) XI – não usar novas formas de flexão de gênero e de número das palavras da língua portuguesa, em contrariedade às regras gramaticais”. A lei, como um todo, tem apenas nove artigos.

    Lula sancionou esse projeto na segunda-feira, 17. A ideia da lei, de forma geral, é “possibilitar que os cidadãos consigam encontrar, entender e usar as informações publicadas pelos órgãos e entidades da administração pública”, reduzindo o uso de termos técnicos e de difícil compreensão, o que pode reduzir o tempo de atendimento e até os custos desse serviço. 

    O uso da linguagem neutra é polêmico tanto entre direita e esquerda quanto dentro do campo progressista. Conservadores argumentam que esse gesto flexibiliza os papeis dos gênero masculino e feminino. Já dentro da esquerda, há quem defenda que a linguagem reflete e reforça desigualdades, por isso a linguagem neutra poderia tanto mitigar esse processo quanto incluir pessoas intersexo ou não-binárias. Porém, dentro do próprio campo progressista, há críticos que argumentam que palavras de gênero neutro não são de fácil compreensão para a maioria das pessoas.

    Há alguns anos, o uso de linguagem neutra ocupou a pauta do Judiciário por conta de leis estaduais e municipais que a proibiam, principalmente nas escolas. O entendimento da Justiça, em praticamente todos os casos, foi de que as diretrizes principais da educação são um tema sobre o qual apenas a União pode legislar. Por isso, grande parte dessas iniciativas foram derrubadas por inconstitucionalidade. Agora, a nova lei sancionada pelo presidente da República pode abrir margens para novas proposições estaduais e municipais.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    RESOLUÇÕES ANO NOVO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.