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Médica da Vale é primeira vítima identificada em Brumadinho

Marcelle Porto Cangussu, 35 anos, trabalhava na empresa desde 2015 e havia comemorado o seu aniversário na véspera

Por Redação
26 jan 2019, 13h20 • Atualizado em 28 jan 2019, 11h57
  • A médica Marcelle Porto Cangussu, de 35 anos, é a primeira vítima identificada do rompimento da barragem da Vale na cidade de Brumadinho (MG). Ela trabalhava na mineradora desde 2015. Os rejeitos da barragem da Mina do Córrego do Feijão atingiram nesta sexta-feira as instalações da área administrativa da empresa.

    Por meio das redes sociais, familiares e amigos lamentaram a morte de Marcelle. “Comunico o falecimento de minha filhinha Marcelle. Na tragédia de Brumadinho”, escreveu Rimarque Cangussu, pai da médica, no Facebook. “Amigos, comunico que a minha sobrinha Marcelle, foi uma das vítimas desta tragédia em Brumadinho. Ela era médica da Vale. Estamos devastados!”, postou uma tia dela.

    Marcelle, que era solteira e não tinha filhos, havia comemorado o seu aniversário na véspera do acidente.

    A Associação Nacional de Medicina do Trabalho divulgou um comunicado em que lamenta a morte. “É com pesar que recebemos a notícia de que a Dra. Marcelle Porto Cangassu está entre as vítimas da tragédia em Brumadinho. Ela estava trabalhando no momento em que a barragem se rompeu. Jovem, Marcelle obteve seu título de especialista em Medicina do Trabalho em 2015 e se dedicava à carreira na Vale”, diz a nota.

    Formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Marcelle morava em Belo Horizonte e costumava fazer o trajeto de ida e volta de Brumadinho todo dia.

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    Além de Marcelle Cangussu, pelo menos outras oito pessoas morreram na tragédia, conforme o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.

    No início da tarde deste sábado, o porta-voz dos bombeiros, tenente Pedro Aihara, declarou que um ônibus foi encontrado em meio aos rejeitos. Todos os ocupantes do coletivo estavam mortos, mas a corporação ainda não sabe quantos eles são. “Como é um local de difícil acesso e precisamos de um maquinário especial para acessar essa estrutura e retirar essas vítimas, ainda não fechamos o número de óbitos. Mas esse número de óbitos, ele irá aumentar”, disse Aihara.

    Das 345 pessoas desaparecidas, relação que os bombeiros dizem ter recebido da Vale, 46 foram encontrados e encaminhados a hospitais e 299 ainda não foram localizadas.

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