Moraes determina nova perícia médica em Bolsonaro para decidir sobre domiciliar
Ministro quer avaliar se ex-presidente tem condições de se adaptar à Papudinha
Na mesma decisão em que determinou a transferência de Jair Bolsonaro, nesta quinta, para o presídio da Papuda, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, se manifestou acerca de um novo pedido da defesa do ex-presidente para que o Supremo lhe conceda prisão domiciliar humanitária.
Moraes decidiu que Bolsonaro deverá ser submetido a uma nova perícia médica por profissionais da Polícia Federal para então avaliar as eventuais adaptações para que o ex-presidente seja mantido, ou não, na Papudinha.
Determinou, ainda, que a PGR e a defesa do ex-presidente indiquem, caso entendam necessário, assistentes técnicos e quesitos para a perícia.
No documento, de 36 páginas, Moraes mandou diversos recados a aliados do ex-presidente, ironizando as reclamações de familiares e políticos que “mentirosa e lamentavelmente” tentam deslegitimar o cumprimento de pena de Bolsonaro.
De acordo com o ministro, as condições oferecidas ao ex-presidente no cárcere são, até o momento, muito diferentes daquelas às quais são submetidos os outros 384.586 encarcerados no país.
“A excepcional concessão do cumprimento da pena definitiva em Sala de Estado Maior diferencia, independentemente de idade ou condição de saúde dos demais, o custodiado JAIR MESSIAS BOLSONARO dos 384.586 (trezentos e oitenta e quatro mil, quinhentos
e oitenta e seis) condenados que cumprem pena privativa de liberdade em regime fechado”, disse o ministro.
E citou, na sequência, algumas das benesses oferecidas até então ao ex-presidente, como banheiro privativo, ar condicionado, frigobar, atendimento médico em tempo integral, acesso a sessões de fisioterapia e “banhos de sol”, além de a possibilidade de receber comidas caseiras.





