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Número de mortos no desabamento na Muzema sobe para 22

Os corpos de duas crianças foram retirados dos escombros neste sábado; uma pessoa segue desaparecida

Por Redação
20 abr 2019, 19h10 • Atualizado em 30 jul 2020, 19h49
  • Subiu para 22 o número de mortos no desabamento de dois prédios na comunidade da Muzema, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, no último dia 12. Os bombeiros retiraram dos escombros neste sábado, 20, os corpos de mais duas crianças. Uma pessoa continua desaparecida.

    Nas primeiras horas depois da queda das edificações, doze pessoas foram resgatadas com vida pelas equipes de socorro – duas delas não resistiram aos ferimentos e morreram posteriormente.

    As obras dos dois edifícios que desabaram eram irregulares e estavam formalmente embargadas desde novembro, segundo a administração do prefeito Marcelo Crivella (PRB). No entanto, como a própria Prefeitura reconheceu em nota, Muzema é área “controlada por milícia”, os grupos paramilitares formados, em sua maioria, por ex-policiais militares que dirigem e exploram bairros inteiros da cidade.

    A Polícia Civil procura três pessoas que são apontadas como responsáveis pelos edifícios. São considerados foragidos José Bezerra de Lima, conhecido como Zé do Rolo, responsável pela construção dos edifícios, e Renato Siqueira Ribeiro e Rafael Gomes da Costa, que atuavam como vendedores. Na sexta-feira 19, a Justiça decretou a prisão temporária dos três. Eles são acusados de homicídio por dolo eventual, quando se assume o risco de matar.

    Miliciano convidado

    O homem apontado pelo Ministério Público como o miliciano que controla a comunidade da Muzema, Ronald Paulo Alves Pereira, foi convidado para um evento na Escola Superior da PM, realizado no dia 11 de fevereiro, menos de um mês depois de sua prisão.

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    Documento obtido por VEJA via Lei de Acesso à Informação mostra que Ronald Pereira foi citado em um boletim da PM assinado pelo secretário de estado de Polícia Militar, Rogério Figueiredo, para que se apresentasse para assinar um documento do Curso Superior da corporação, realizado em 2018. Por razões óbvias (está preso, atualmente em penitenciária de segurança máxima), o major não compareceu. Mesmo sob custódia, seu salário segue sendo depositado regularmente: em fevereiro, último dado disponível no portal da transparência fluminense, Ronald recebeu 18.898 reais referentes ao posto de major.

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