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O bloco de carnaval no Rio que chamou atenção do NYT: ‘Milhares de foliões eufóricos’

Com título 'Uma festa de Carnaval do Rio que não acaba nunca', reportagem deu detalhes sobre como Boi Tolo atraiu uma multidão no último domingo, 15

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 fev 2026, 10h14 • Atualizado em 18 fev 2026, 10h30
  • Uma reportagem do jornal americano The New York Times publicada nesta terça-feira, 17, se debruçou sobre um dos blocos de carnaval do Rio de Janeiro: o Boi Tolo, que completou 20 anos. Com título “Uma festa de Carnaval do Rio que não acaba nunca”, a matéria deu detalhes sobre como o cortejo atraiu uma “onda de milhares de foliões eufóricos” no último domingo, 15.

    “Poucas festas representam o fervor e o caos do carnaval de rua do Rio melhor do que o Boi Tolo”, afirmou o NYT. “Longe do glamour dos desfiles oficiais de carnaval, ele passou a personificar as celebrações informais e autênticas que tomam conta das ruas.”

    “Às 6h50 da manhã de domingo, a multidão na praça já contava com algumas centenas de pessoas vestindo chapéus de caubói cravejados de joias e biquínis brilhantes. Os músicos irromperam numa sinfonia improvisada de metais, bateria e instrumentos de percussão”, continuou. “Uma gigantesca corrente humana se formou ao redor da banda e todos partiram pelas ruas estreitas, paralisando o trânsito.”

    O NYT contou que “uma das poucas regras do Boi Tolo é manter-se em movimento” até mesmo durante “beijos apaixonados”. A reportagem explicou, ainda, que o bloco não tem itinerário fixo: “O Boi Tolo não tem horário, roteiro ou percurso definidos; é uma onda de milhares de foliões eufóricos marchando pela cidade em ritmo frenético”, disse. A história de origem também é curiosa.

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    “O Boi Tolo começou por acaso há duas décadas, quando um grupo de pessoas chegou a uma praça pública durante o domingo de carnaval, pronto para festejar, mas não encontrou festa nenhuma, aparentemente enganado por um anúncio de jornal”, explicou o jornal. “Frustrados, eles decidiram improvisar. Um vendedor de cerveja ali perto tinha um pandeiro. Alguém ligou para um amigo que tinha um tambor. Um trompetista solitário apareceu e se juntou ao grupo.”

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    “Então, um folião pegou um pedaço de papelão e, com batom, escreveu “Boi Tolo”, ou “touro tolo” (por terem acreditado no anúncio enganoso). A tradição pegou e agora atrai dezenas de milhares de pessoas todos os anos”, acrescentou o texto.

    O veículo americano, que definiu o ritmo do Boi Tolo como “exaustivo”, apontou que “para muitos cariocas, o carnaval é frequentemente comparado a um esporte radical que exige garra e resistência”. O calor e o crescente número de pessoas que colocam o Boi Tolo na lista de blocos imperdíveis têm, segundo o NYT, “dificultado a diversão até mesmo para os mais resistentes”. Neste ano, em razão das altas temperaturas, o cortejo saiu mais cedo. Mas, para a maioria dos foliões, o clássico bloco carioca sempre dá um gostinho de “quero mais”.

    “Após uma marcha de 12 horas pela cidade, algumas centenas de foliões ainda não estavam prontos para desistir. Com a luz do dia diminuindo, eles retornaram ao centro da cidade, onde tudo começou”, disse o The New York Times.

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