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Oposição aciona STF e pede tornozeleira eletrônica para Lulinha

Parlamentares citam risco de fuga do filho do presidente Lula, que teve o nome citado diversas vezes em investigações sobre o escândalo do INSS

Por Pedro Pupulim Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 jan 2026, 18h40 • Atualizado em 13 jan 2026, 21h19
  • Parlamentares da oposição que compõem a CPMI do INSS encaminharam ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 13, um pedido para que o Supremo imponha medidas cautelares contra Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula conhecido como “Lulinha“.

    No documento endereçado ao ministro André Mendonça, os políticos apontam risco de fuga e, por isso, também pediram que o passaporte de Lulinha seja apreendido.

    Além do deputado e relator da CPMI, Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), assinaram o documento os deputados Marcel van Hattem (Novo-RS), Luiz Lima (Novo-RJ), Adriana Ventura (Novo-SP), e os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado.

    Fábio Luís já teve seu nome citado algumas vezes por parlamentares e investigadores do escândalo bilionário do INSS, escancarado pela Polícia Federal no primeiro semestre de 2025.

    Em dezembro, a PF apurou o pagamento recorrente de uma mesada de 300.000 reais a uma empresa ligada à empresária Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Lulinha. Na investigação, um personagem central do esquema de fraudes, Antônio Carlos Antunes, chamado de Careca do INSS, cita que o valor seria destinado ao “filho do rapaz”.

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    No pedido à Mendonça, os parlamentares citaram esse capítulo das investigações:

    “O nome de Fábio Luís Lula da Silva tem sido citado em documentos e agendas apreendidas pelos investigadores. Registros e referências em conversas e documentos apontam pagamentos fracionados de R$300 mil, totalizando R$1,5 milhão, da empresa ligada ao “Careca do INSS”, que teriam sido realizados ao filho do presidente Lula”, diz trecho do documento.

    Parlamentares já apresentaram à CPMI múltiplos requerimentos para que Lulinha fosse ouvido pela Comissão. Até o momento, no entanto, nenhum deles foi aprovado, muito por conta da resistência imposta pela base governista no colegiado.

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