Passaporte de Eliza Samudio será enviado de Lisboa para a sede do Itamaraty
Documento ficará à disposição da família da modelo, morta em 2010; goleiro Bruno foi condenado pelo crime, que teve grande repercussão
O passaporte em nome de Eliza Samudio encontrado dentro de um apartamento em Portugal será enviado pelo Consulado-Geral de Lisboa para a sede do Itamaraty, em Brasília. O documento ficará à disposição da família da modelo, que desapareceu em 2010, quando tinha 25 anos. A descoberta do passaporte trouxe à tona de novo o caso.
O documento registra a entrada de Samudio em Portugal no dia 1º de maio de 2007, mas não a sua saída do país. Ela teria retornado ao Brasil com uma autorização do Consulado. O corpo da modelo, que teve um filho com o goleiro Bruno Fernandes, nunca foi encontrado. O ex-atleta do Flamengo foi condenado por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado de Eliza.
O Itamaraty enviou a VEJA nota sobre o passaporte. “O Consulado-Geral em Lisboa foi instruído a remeter o passaporte, já expirado e cancelado, para a sede do Itamaraty, em Brasília. O documento ficará à disposição da família, caso tenha interesse em receber o documento de viagem.
Em atendimento ao direito à privacidade e em observância ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, o Ministério das Relações Exteriores não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares e tampouco fornece detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros”.
O documento foi encontrado entre livros, no fim de 2025, num apartamento alugado em Portugal. Um homem que mora no imóvel com a esposa, a filha e outras pessoas entregou o passaporte ao Consulado após reconhecer Eliza, devido à grande repercussão do caso.






