Quem era o chefe do TCP, morto em confronto com a polícia no Rio
Facção é a que mais cresce na região metropolitana do Rio
Thiago Pereira Barbosa, conhecido como TH e apontado como líder do Terceiro Comando Puro (TCP) na região da Vargem Grande, zona oeste do Rio de Janeiro, foi morto pela Polícia Civil nesta segunda-feira, 10. A operação, que tinha como objetivo cumprir mandados de prisão preventiva por tráfico de drogas e homicídio, resultou em sua morte após ele, segundo a polícia, disparar tiros de fuzil contra os agentes. Um fuzil foi apreendido no local.
O TCP, facção à qual TH estava vinculado, consolidou-se como a terceira maior força do crime organizado no estado do Rio, atrás do Comando Vermelho e das milícias. Pesquisas indicam que a facção, que tem traficantes que se dizem evangélicos, cresceu 112% na área controlada entre 2007 e 2024, atingindo 28 km². Atualmente, ela domina cerca de 12,6% da população sob jugo do crime na região metropolitana, o que equivale a aproximadamente 452 mil pessoas.
A expansão do grupo ocorreu principalmente ocupando espaços deixados por outras organizações em declínio, como o Amigos dos Amigos (ADA). O TCP avançou significativamente em áreas da Baixada Fluminense e da Zona Norte da capital, tornando estas regiões palco de intensas disputas territoriais. Segundo analistas, sua estratégia de crescimento inclui a formação de alianças locais, seja com milícias e bicheiros no Rio, seja com facções de outros estados.
Além do Rio, o TCP também tem expandido sua atuação para estados do Norte e Nordeste do Brasil, impulsionado pela disputa de rotas estratégicas do tráfico internacional de drogas. A proximidade com portos que servem ao mercado europeu e norte-americano tem atraído a facção para estas regiões, onde busca alianças e se adapta às dinâmicas criminosas locais, consolidando sua presença nacional.





