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Sob governo Castro, roubo de celulares volta a disparar no Rio de Janeiro

Foram 25.625 casos no ano passado, contra 21.416 em 2024, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP)

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 fev 2026, 12h07 • Atualizado em 9 fev 2026, 13h55
  • Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgados no final de janeiro revelam um aumento de quase 20% no roubo de celulares no estado do Rio de Janeiro em 2025. Foram 25.625 casos no ano passado, contra 21.416 em 2024. O levantamento aponta que esse tipo de crime foi “interrompido” em 2020 — início da pandemia de Covid-19, quando a medida obrigatória de distanciamento social manteve a maioria dos brasileiros em casa. Com o retorno à normalidade, uma nova onda crescente de roubos se estabeleceu.

    O total está próximo ao patamar pré-pandemia: em 2019, foram registrados 26.788 roubos de celular no estado. Em maio do ano passado, a reportagem de VEJA alertou sobre o aumento dos casos. Em contrapartida, o roubo a pedestres apresentou uma pequena queda (2,7%) no ano passado, de 58.521 para 56.937. Também houve uma redução de 18,4% nos casos de roubo de veículo. “O número se manteve estável até 2022 e encerrou a série com uma nova queda observada em 2025”, diz a pesquisa.

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    Além disso, o relatório mostra a desaceleração nas apreensões de armas de fogo — o que inclui revólveres, pistolas, espingardas, metralhadoras, armas de fabricação caseira e mais. Em 2025, foram contabilizadas 6.113 apreensões, uma queda de 0,6% em comparação ao ano anterior. A apreensão de fuzis é uma exceção, com 25,7% a mais do que o ano anterior. O número de policiais mortos em serviço também cresceu, de 43 para 50, sendo a principal causa letalidade violenta.

    No geral, houve um aumento de mortes no Rio. O índice de letalidade violenta — que abrange homicídio doloso, morte por intervenção de agente do estado, roubo seguido de morte (latrocínio) e lesão corporal seguida de morte — subiu em 1,9%. Foram 3.881 vítimas em 2025, de maioria homens (89,3%). Pessoas pretas ou pardas são as principais vítimas (69,1%), enquanto a principal faixa etária de mortos estão aqueles entre 18 e 29 anos (37,4%).

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