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Tarifaço de Trump pode transformar açaí em artigo de luxo para americanos

EUA são o principal importador da fruta brasileira; preço da polpa, tigelas e smoothies deve disparar com a taxação

Por Redação 27 jul 2025, 17h44 •
  • O açaí, fruto amazônico que tem ganhado popularidade em todo o mundo servido em tigelas ou smoothies, pode virar alimento de luxo nos Estados Unidos caso o governo Trump cumpra a promessa de tarifaço contra o Brasil. A ameaça preocupa produtores e exportadores da fruta, cujas vendas internacionais vêm demonstrando tendência de alta nos últimos anos.

    Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, o Brasil exportou 89 toneladas de açaí em purê em 2024, totalizando quase 500 mil dólares em vendas (cerca de 2,8 milhões de reais na cotação atual). Os principais importadores são os Estados Unidos, onde o fornecimento da fruta para consumo em restaurantes depende quase integralmente da produção brasileira.

    Comerciantes americanos ouvidos pela Reuters expressaram preocupação com o risco de queda drástica nas vendas se o preço subir muito em razão das tarifas. Em Nova York, uma tigela de açaí é vendida por algo entre 13 e 18 dólares (72 a 100 reais) em lojas de grandes franquias globais, como Oakberry e Playa Bowls — caso o tarifaço de 50% seja imposto ao custo de produção, uma porção simples da fruta acompanhada de banana e granola pode chegar a 27 dólares (150 reais). “As pessoas já reclamam um pouco do preço. Se ficar mais caro, acredito que pode virar algo de luxo”, diz Ashley Ibarra, gerente de uma loja da Playa Bowls em Manhattan, à agência.

    Em 2024, o Brasil produziu quase 2 milhões de toneladas de açaí, segundo dados do IBGE. A maior parte do plantio está concentrada no Pará, responsável por cerca de 90% da produção.

    O risco financeiro aos importadores americanos, com prejuízos potencialmente bilionários, é uma das principais armas do governo brasileiro para negociar um recuo da Casa Branca em relação ao tarifaço. Diante da ameaça da taxação, anunciada por Donald Trump nas redes sociais em 9 de julho, o Planalto instituiu um comitê de negociação liderado pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), que vem dialogando com representantes comerciais no Brasil e nos EUA para articular uma solução diplomática contra a medida do governo americano.

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