Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 7,99

Vídeo: delator esmiúça pagamentos ao ‘expoente’ Alckmin

Odebrecht doou 10 milhões de reais ao tucano como caixa dois e pretendia ganhar contratos no Estado, por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs)

Por Daniel Pereira, Felipe Frazão, Hugo Marques, Marcela Mattos, Renato Onofre, Robson Bonin, Rodrigo Rangel, Thiago Bronzatto
13 abr 2017, 02h05 • Atualizado em 13 abr 2017, 14h12
  • Dentro da Odebrecht, o governador tucano de São Paulo, Geraldo Alckmin, era considerado “um grande postulante a liderar o partido e o país”, assim como o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB. O tratamento dispensado a ambos era parecido. Não por acaso, os dois estão entre os principais dirigentes tucanos que receberam recursos irregularmente da empresa, conforme a delação dos executivos.

    Em 2010, a campanha de Alckmin ao governo do Estado recebeu 2 milhões de reais como caixa dois – dinheiro direcionado ao cunhado de Alckmin, Ademar Ribeiro. A contabilidade da empreiteira registra o repasse com o codinome “Belém”.

    “São doações ilícitas a propósito de campanha eleitoral”, afirmou o ex-executivo da Odebrecht Benedicto Júnior, o BJ. “Ele era um expoente e tinha um espaço no cenário nacional pelo PSDB, nós acreditávamos que em algum momento haveria uma alternância de poder no país. Ele tinha o manejo do Estado de São Paulo, que é importante para nossa operação, e queríamos manter essa relação fluída, funcionando sem nenhum óbice.”


    Contrapartida
    BJ afirmou que não sabe se Alckmin beneficiou a Odebrecht como contrapartida. Em 2014, auxiliares de Alckmin pediram 10 milhões de reais que foram injetados também como caixa dois na campanha de reeleição do tucano. O acordo foi com Marcos Monteiro, espécie de “eminência parda” do Palácio dos Bandeirantes, no entender dos empreiteiros. O aumento no repasse seguia a expectativa dos diretores da empresa de conseguir mais contratos públicos no Estado, por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs).

    Alckmin se reunia com diretores da Odebrecht, mas sempre enviava prepostos para tratar das doações irregulares. A Odebrecht pagou, porém, 8,3 milhões de reais, por problemas operacionais.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    OFERTA RELÂMPAGO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.