Vídeo: homem é morto a facadas dentro de academia em Londrina
Ataque de Lucas Wancler Ferreira dos Santos a David Schmidt Prado começou no estacionamento e terminou dentro do local de treinos
Uma discussão entre dois homens terminou em prisão e morte na cidade de Londrina, norte do Paraná. David Schmidt Prado, de 37 anos, foi morto a facadas por Lucas Wancler Ferreira dos Santos, 30, após uma discussão que começou no estacionamento de uma academia na avenida Faria Lima, zona sul da cidade, no começo da noite de segunda-feira, 5. Toda a dinâmica foi registrada por imagens de câmeras de segurança.
De acordo com testemunhas, a vítima deixou a academia depois de concluir seu treino e foi para o carro, no estacionamento ao lado, onde encontrou Santos. Os dois teriam discutido porque Prado estaria em um relacionamento com a ex-namorada do agressor. Imagens das câmeras de segurança mostram que ele conseguiu dar algumas facadas na vítima ainda no estacionamento.
Prado voltou à academia e entrou gritando por socorro. Ferido, ele pediu às recepcionistas que chamassem a Polícia Militar. Santos o seguiu e, instantes depois, pulou a catraca da academia e conseguiu acertar mais uma facada, na região do abdômen da vítima, que correu para o fundo da academia, onde os dois eram alunos.
O agressor foi interrompido após receber voz de prisão de um policial militar que estava treinando dentro do estabelecimento. Ao presenciar o crime, o PM sacou a arma e apontou para o agressor, que ergueu as mãos e largou a faca. O policial manteve Santos imobilizado até a chegada de viaturas e do Samu.
Veja as imagens das câmeras de segurança do estabelecimento:
(alerta: a imagem mostra, à distância, um dos golpes de faca desferidos pelo agressor)
Prado não resistiu aos ferimentos e morreu dentro da academia. Ele teria sofrido pelo menos cinco facadas e perdeu muito sangue. O corpo dele será analisado pelo Instituto Médico-Legal (IML), que vai cravar com precisão os ferimentos sofridos. Santos foi preso em flagrante e autuado pelo crime de homicídio. No seu interrogatório, ele permaneceu em silêncio. A reportagem busca contato com a sua defesa, mas até a publicação desta matéria, ele não possuía advogado. O espaço está aberto para manifestação.
A academia onde aconteceu o crime publicou uma nota em solidariedade à família da vítima e suspendeu as atividades nesta terça, 6. “A academia esclarece que não teve qualquer participação ou responsabilidade sobre o ocorrido. Assim que tomou conhecimento da situação, todas as medidas cabíveis foram adotadas. (…) Registramos respeito à família, amigos e todos os envolvidos e agradecemos a pronta intervenção de um policial que estava no local”, diz trecho da nota.








