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Você não atua em favelas do Rio sem pagar milícias, diz Odebrecht

Em vídeo, Marcelo Odebrecht revela que pagou resgate de funcionários sequestrados em países como Colômbia, Peru e Iraque

Por Daniel Pereira, Felipe Frazão, Hugo Marques, Marcela Mattos, Renato Onofre, Robson Bonin, Rodrigo Rangel, Thiago Bronzatto
12 abr 2017, 22h31 • Atualizado em 12 abr 2017, 22h36
  • Ao falar sobre o funcionamento da área de operações estruturadas, apelidada de “departamento de propina”, o empreiteiro Marcelo Odebrecht disse que utilizava o setor para realizar pagamentos não contabilizados como bônus para os seus executivos, driblando assim a fiscalização da Receita Federal. Além disso, o setor era um canal pelo meio do qual se pagava resgates de sequestros em países da América Latina. “A gente pagou sequestro na Colômbia, sequestro no Peru”, disse o empresário. “Você não atua em países com guerrilha ou nas favelas do Rio sem pagar milícias”, afirmou Odebrecht, que também admitiu ter desembolsado recursos em espécie para repatriar o corpo de um funcionário da construtora morto no Iraque. O exército paramilitar das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), em processo de negociação da com o governo da Colômbia, admite publicamente que cobra pedágio de empresas que atuam em territórios subjugados ao poder paralelo no país. A Odebrecht também injetou recursos irregularmente em campanhas presidenciais da Colômbia e do Peru.

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