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A Via Láctea vai desaparecer?

Novas projeções colocam em dúvida a colisão com Andrômeda, que poderia resultar no fim da nossa galáxia

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 ago 2025, 18h33 • Atualizado em 14 ago 2025, 21h39
  • Galáxia vizinha, Andrômeda está em rota de colisão com a Via Láctea, onde estão inseridos a Terra e o Sistema Solar. Se haverá ou não choque, onde e como são perguntas que os cientistas perseguem para saber o futuro de todo esse conjunto. Usando dados do telescópio Hubble (da Nasa) e do Gaia (ESA), estudo publicado na Nature Astronomy, concluiu que a colisão não é tão certa como se acreditava no passado. Depois de 100 mil simulações, a equipe liderada por Till Sawada, da Universidade de Helsique, calculou que a chance de colisão é de 2% em 5 bilhões de anos. A possibilidade de choque sobe para 50%, em 10 bilhões de anos.

    Mas, se em um jogo de cara ou cora, a colisão acontecer, muito provavelmente será depois do fim do Sol, que pode começar a se expandir em 1 bilhão de anos ou até seis bilhões de anos. A morte da estrela mais brilhante vista da Terra, no entanto, já decreta o fim da vida do planeta que habitamos. Isso indica que não haveria mais vida se Andrômeda se chocar com a Via Láctea.

    Voltando à colisão, caso de fato ocorra, deve gerar uma outra galáxia elíptica, formada pela mistura das estrelas que possuem. Provavelmente, resultará, segundo os especialistas, em uma estrutura organizada como o Grupo Local, que é um aglomerado de 50 galáxias, que inclui a Via Láctea.

    Pesquisadores da Universidade Nacional Australiana, que também estudam o tema, buscam saber se este tipo de explosão é comum ou se caracteriza uma “anomalia cósmica”. A informação pode dar uma dica para descobrir a evolução das galáxias e possibilitar a generalização que elas se formam sempre a partir de explosões derivadas de colisões como a de Andrômeda e Via Láctea.

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    A informação parece ser uma das chaves para entender a evolução das galáxias. Há algumas hipóteses sobre o processo. Uma delas, elaborada na década de 1960, defende a formação a partir de uma única nuvem massiva de gás. Nos anos 1980 e 1990, surge outra versão, de que são resultado da junção de outras estrelas e astros menores em um processo lento de bilhões de anos.

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    Leia:

    +https://beta-develop.veja.abril.com.br/ciencia/como-os-antigos-egipcios-retrataram-a-via-lactea-ha-3-mil-anos/

    +https://beta-develop.veja.abril.com.br/ciencia/ha-100-anos-ciencia-descobriu-que-universo-ia-alem-da-via-lactea/

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