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Arqueologia comprova existência de fosso bíblico ao norte de Jerusalém

Há mais de um século pesquisadores tentam encontrar evidência da separação entre regiões norte e sul de Israel

Por Luiz Paulo Souza Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 jul 2024, 12h49 • Atualizado em 25 jul 2024, 21h22
  • Uma passagem do livro de Reis, da Bíblia, menciona que o Rei Salomão construiu um “milo” – ou vala – como parte das fortificações para proteger a cidade de Davi. Por 150 anos, arqueólogos buscam evidências dessa construção e, agora, a descoberta de um fosso monumental em Israel comprova sua existência. 

    Com idade aproximada de 3 500 anos, o fosso, descrito em um artigo científico publicado no Jornal do Instituto de Arqueologia Da Universidade de Tel Aviv, se localiza onde ficava a fronteira norte de Jerusalém. Ela teria sido construída por meio de uma extração massiva de rochas que separaria a Cidade de Davi da região onde fica Ofél e o Monte do Templo

    De acordo com os pesquisadores, a construção é compatível com as feitas durante a idade do Ferro, quando os livros da Bíblia foram escritos. “Não se sabe quando o fosso foi escavado pela primeira vez, mas está claro que foi usado durante os séculos em que Jerusalém era a capital do Reino de Judá – quase 3 000 anos atrás”, diz Yuval Gadot, diretor das escavações realizadas pela Universidade de Tel Aviv, em comunicado.

    JERUSALÉM - Cidade de Davi: buraco impediria entrada na Acrópole
    JERUSALÉM – Cidade de Davi: buraco impediria entrada ao norte da Acrópole (Elino Yanai/Cidade de David/Israel Antiquities Authority/Divulgação)

    Como o “Milo” foi descoberto?

    A arqueóloga britânica Kathleen Kenyon já havia descoberto parte dessa estrutura, em 1960, quando escavou a cidade de Davi, mas, até agora, os pesquisadores acreditavam que se tratava de um vale natural. 

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    Agora, ao escavar o estacionamento de Givati, em Israel, arqueólogos descobriram dois grandes penhascos entre os fossos, impedindo o acesso à cidade de Davi, na fronteira norte de Jerusalém. Segundo os escavadores, essa seria uma operação monumental para a época e serve para atestar o poder que aqueles governantes tinham. 

    A descoberta comprova que, ao menos durante toda a Idade do Ferro, as terras de Israel eram fisicamente divididas entre norte e sul. “As escavações na Cidade de David nunca deixam de surpreender; mais uma vez são reveladas descobertas que iluminam a literatura bíblica com uma luz nova e viva”, Eli Escozido, diretor da Autoridade de Antiguidades de Israel. “É impossível não ficar maravilhado e agradecido por aqueles antigos que, há 3.800 anos ou mais, moveram montanhas e colinas – literalmente.”

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