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Cientistas desvendam a importância dos sonhos para a criatividade

Técnica aplicada na fase inicial do sono aumentou consideravelmente a originalidade da imaginação

Por Luiz Paulo Souza Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 Maio 2023, 14h04 • Atualizado em 16 Maio 2023, 14h08
  • A relação entre o sono, os sonhos e a criatividade, embora pareça óbvia para artistas, ainda não é bem compreendida pela ciência. Um estudo divulgado, nesta segunda-feira, 15, na Scientific Reports, pode ajudar a melhorar esse entendimento – e ainda fornecer uma ferramenta valiosa para quem precisa de um boost na imaginação. 

    O que o trabalho identificou foi que a primeira fase do sono, chamada de N1, é crítica para a imaginação. Durante essa etapa, o indivíduo encontra-se num estado de semi-lucidez, em que as ideias fluem de maneira irrestrita, mas a mente ainda é capaz de processar informações externas. A promoção de sonhos direcionados (TDI, na sigla em inglês) nesse estágio aumentou consideravelmente a criatividade. 

    Para o trabalho, os cientistas desenvolveram um sistema capaz de promover TDI, chamado de Dormio. O equipamento é composto por uma pulseira, que consegue identificar as fases do sono através da frequência cardíaca e do tônus muscular, e de um computador que faz esse registro e dá comandos auditivos para direcionar os sonhos. 

    Voluntário utilizando o Dormio
    Voluntária utilizando o Dormio (Fluid Interfaces Group/MIT Media Lab/Reprodução)

    Os participantes foram induzidos, no início do sono, a pensar em árvores. Após cinco minutos na fase N1, eles recebiam um comando para descrever o sonho. Isso foi feito por 45 minutos. Três grupos de participantes ainda serviram como controle. O primeiro ficou acordado pensando em árvores, o segundo ficou acordado apenas observando os próprios pensamentos e o terceiro dormiu sem a técnica de indução dos sonhos.

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    Depois disso, os voluntários passaram por testes de criatividade, em que tiveram que contar uma história sobre árvores, escrever termos associados ao objeto e sugerir usos alternativos para ele. O nível de criatividade foi medido por avaliadores independentes e por uma ferramenta de distância semântica, em que quanto mais distantes forem as palavras utilizadas pelos voluntários (a palavra galho, por exemplo, é mais próxima semanticamente de árvore do que janela), maior é a criatividade. 

    Os participantes que passaram pela técnica pontuaram 48% mais do que aqueles que apenas cochilaram, 63% mais do que os que ficaram acordados pensando em árvores e 72% mais dos que ficaram acordados observando os próprios pensamentos. 

    A importância das primeiras fases do sono para a criatividade já era conhecida empiricamente. Salvador Dalí e Thomas Edison, por exemplo, já disseram que usavam a técnica de acordar poucos minutos após um cochilo para aumentar a criatividade. Estudos anteriores também sugeriram que a manobra funciona, mas esse trabalho foi o primeiro a fazer isso de maneira tão controlada. Estudos posteriores serão necessários para a compreensão da importância das outras etapas do sono – e dos sonhos – para a imaginação. 

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