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Como um paradoxo evolutivo pode se tornar a próxima lei da biologia

Novo estudo revela que as células prosperam no caos e isso tem impactos na evolução e no envelhecimento

Por Marília Monitchele Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 Maio 2024, 15h14 • Atualizado em 28 Maio 2024, 19h09
  • Em todas as ciências, regras e leis ajudam-nos a entender o mundo, desde o cosmos até as partículas subatômicas. No entanto, na biologia, as coisas são mais complexas. Uma lei biológica descreve um padrão observado entre os organismos vivos. Por exemplo, a regra de Allen diz que animais de sangue quente em áreas frias têm membros mais curtos e grossos para conservar calor, enquanto aqueles em regiões quentes têm membros mais longos para dissipar calor. Essa ideia foi formulada em 1877, e tornou-se amplamente aceita entre os cientistas. A natureza, porém, tem muitas exceções, por isso as “regras da biologia” costumam ser generalizações amplas, e não fatos absolutos.

    Atualmente, existem cerca de duas dúzias de regras que descrevem processos naturais, mas pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia (USC) querem adicionar mais uma: a regra da “instabilidade seletivamente vantajosa” (SAI, na sigla em inglês).

    O biólogo molecular John Towers desafia a ideia de que, na natureza, a maioria dos organismos prefere a estabilidade, que requer menos energia e recursos. Em vez disso, ele propõe a “instabilidade seletivamente vantajosa”, onde a instabilidade na síntese de proteínas e material genético pode ser benéfica para a sobrevivência das células. 

    A regra de Tower, compartilhada em um estudo publicado no periódico científico Frontiers in Aging, mostra que células simples contêm enzimas que degradam e substituem proteínas e RNAs, indicando que a instabilidade seletiva é essencial para a vida, pois pode permitir a coexistência de genes normais e mutações benéficas em diferentes estágios celulares, promovendo a diversidade genética e a adaptabilidade dos organismos.

    No entanto, a instabilidade também tem desvantagens. O processo pode introduzir células defeituosas que contribuem para o envelhecimento e causam danos. Isso porque, a criação e substituição de componentes instáveis consomem energia e recursos celulares. Isso propicia a reprodução de genes danosos que podem contribuir para a degradação e a morte das células.

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    Além de sua relação com processos biológicos fundamentais, como a evolução e o envelhecimento, a instabilidade seletivamente vantajosa surge em outros conceitos bem conhecidos, incluindo a teoria do caos. Por estes motivos a compreensão do funcionamento interno da SAI poderia ajudar os biólogos a explorar a vida celular de uma forma totalmente nova e por este motivo pode se tornar a mais nova regra da biologia.

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