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Jetpack

Um resumo para o teste de Jetpack

Por Elton Peetz 22 jan 2026, 15h47 • Atualizado em 22 jan 2026, 15h50
  • A

    novela de sucesso, Chiquititas, com adaptações em vários países ganhou em 1997 produzida pelo SBT sua versão brasileira com cinco temporadas icônicas ela volta em 2013 com seu remake um novo sucesso era escrito por Íris Abravanel, e claro que a vilã mais icônica da produção juvenil não poderia ficar de fora, Carmen Almeida Campos agora ganhando vida por Giovanna Gold.

    O novo remake tem como base a mesma história da versão anterior e do original da Argentina, uma jovem chamada Milena procura seus pais enquanto vive em um orfanato criado por José Ricardo que o deu vida exatamente para esconder a neta após a gravidez da filha que o não agradava. Carmen faz parte tanto da trama principal não querendo Milena em sua família e querendo a fortuna do irmão José para si quanto de tramas secundárias, quanto da diretoria do orfanato e o tesouro que ele esconde, os problemas com Carolina e as rivalidades contra os outros órfãos.

    ” Tudo se transforma com magia, e vem a vontade de dançar..”

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    Uma de nossas primeiras conversas com a atriz Giovanna Gold foi sobre sua história como artista e de onde tudo isso surgiu.

    Nascida na Bahia, em Salvador, Giovanna conta que na escola era a protagonista e inventa shows e até mesmo montava os espetáculos onde a mesma era dês de diretora a atriz.

    ” Ser atriz é estar em público com testemunhas. Existir, mesmo que através de um personagem. O desamparo familiar me levou ao pertencimento de um grupo que tinha uma atitude livre com a vida e as relações interpessoais.

    Com amigos, aos 12 anos, assistiu Macunaíma e adorou ver algo tão original, ela fala que era uma emoção de maravilhamento ver corpos nus, pinturas corporais, brasilidade, modernista e nenhum caráter. Ali ela pensou que não havia nada que me motivasse mais na vida!

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    Como falamos anteriormente, Chiquititas veio de uma novela de mesmo nome Argentina de 1995 e logo depois a versão de 1997 brasileira, será que Giovanna pegou algo das atrizes anteriores? Hilda Bernard e Débora Olivieri.

    ” Não, nunca nada. Faz as contas…Nasci em 64, a versão anterior foi em…E nunca foi mencionado nenhuma questão durante nossa jornada de gravação, era produto novo. Inclusive, quando morei na Argentina, eles estavam gravando lá. Liguei para a atriz, que eu conhecia, mas ela não me respondeu, então…Só gosto de quem gosta de mim; só vou à festa que sou convidada; e, amor é uma via de mão dupla. Estava era rica casada com diplomata morando em Mayling Club de Campo, entendedores entenderão.

    A história de Chiquititas é cheia de tramas e Carmen têm envolvimento com a maioria delas como citei, como foi construir uma vilã que conseguiu ser tão marcante, como foi o processo e sua história com Carmen?

    ” Gosto de sentir o personagem pelos pés, o andar, o sentar, o gestual, em que cidade essa criatura vive, no caso da Carmen, Alfaville, anda sempre de carrão, só veste coisa chic, cara da riqueza!

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    Giovanna cita o figurino e visagismo da personagem, e que seus cachos eram românticos para Carmen, era melhor cabelo liso e uma franja de quem presta muita atenção em estar impecável, esses detalhes de produção são incríveis.

    Outras curiosidades de sua interpretação como a vilã é que buscou fazer o “S” paulista e não o “SH” carioca, que é natural da atriz

    ” Carmen tem um tom mais para o autoritário, não precisa se descabelar para que a respeitem, basta ela ordenar.

    Uma curiosidade divertida é que após alguns capítulos, de trás para frente, Giovanna conta sobre de onde surgiu o queixo arrogante e empinado de Carmen, tinha duas questões de opinião e de inspiração: fotografava melhor, ficava mais bonita, e, me lembrava o desenho que assisti quando criança “Aristogatas”.

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    ” Nunca nem re-assisti “Aristogatas” para saber se minha imaginação estava certa, mas, aquela silhueta do queixo arrebitado, era a primeira coisa que eu fazia para invocar a maravilhosa e sensacional Carmen Almeida Campos.

    Outro assunto que entramos, foi sobre as cenas engraçadas que gravou no decorrer da novela, apesar do ar de vilã, ela tinha um tom cômico como quando uma barraca de maças cai sobre ela durante uma cena do mercado, no dia da gravação, Giovanna ficava escondida embaixo da barraca com o contra-regras, até a deixa de aparecer soterrada com as frutas, conta que lá embaixo era bem apertado, e a calça da atriz rasgou! Os dois deram muita risada!

    ” Mas, vamos lá, tipo qualquer uma. Porque o texto era muito bem escrito e as cenas tinham sempre alguma coisa acontecendo, não eram apenas diálogos, e, a Carmen era a lei do retorno: aqui se faz, aqui se paga! “

    Durante a trama dos tesouros escondidos no porão do orfanato, Giovanna tinha que fazer uma cena que estourava canos com uma machadinha, ela lembra de acertar o cano e a água ir para o lado errado e a mesma teve que botar a mão nele e piorou a situação com a água indo para todos os lados!

    ” Teve uma outra bobagem também. Tinha que dirigir o carrão da Carmem, automático, tipo, 3, 4 metros, e frear. Subi na calçada! Hahaha!

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    A cena mais difícil ela cita que foi a última, outros momentos difíceis também envolvem saudades que foram um de nossos papos, Giovanna fala sobre sentir saudades da própria Carmen, e fala sobre diversos momentos que passou durante as gravações que sente saudades, de esperar entrar em cena na coxia com Julia Gomes. De subir de salto alto a rampa que ia escorregar depois. De ficar dançando com a Lorena Tucci enquanto esperava gravar. Do aniversário da “Ana”, que presenteei o filme “Annie”. De escovar os dentes com a Sophia Valverde depois dos lanches. Do cafezinho comunitário do pessoal do estúdio que me tratava muito bem e cada um dava 10 reais para ter o bule sempre cheio. Do aniversário de 50 anos, que tinha Fernando Pelégio e a criançada, tudo misturado.

    “De chegar no estúdio com meu crachá, manicure, salão, roupas lindas, elenco infantil, gente pura, profissionais do casting seres humanos, Milena Ferrari, camareiro Jota Mylanta, de ensaiar, de me livrar do texto, de escutar AÇÃO! Dar tudo, lavar minha alma e escutar CORTA! Foram 2 anos e meio, muitas horas por dia, com gosto e com vontade de aproveitar cada momento, então tem muita história. Fase muito feliz.

    Tirando as Chiquititas das perguntas por enquanto, quais são as principais dificuldades que você presenciou ou ainda presencia como artista?

    “Qual o sistema que a gente vive? Em um, que o pensamento original não é bem vindo, saímos de uma experiência política que não crê na ciência e não vê utilidade na arte, já que a mentalidade é: se você discorda da minha opinião tenho a liberdade de expressão de te matar porque tenho dinheiro para comprar uma arma, um sistema de ódio.

    Na visão de Giovanna, o artista que sempre te faz perguntar o famoso “E se…”. Quantas possibilidades existem para essa questão. Porque ela cre que antes de pensar, sentimos. E é isso que acha mais lindo na humanidade, conseguir traduzir ‘sentir’.

    “As principais dificuldades mesmo, são os espaços longos entre um trabalho e outro.  Meu último contrato foi em 2021. Imagina…Vou dando meu jeito, fazendo o que está a meu alcance e talvez por isso me irrite tanto ver ostentação, porque como artista, me mantenho no básico e agradeço por tudo.

    Ela cita alguns problemas que os artistas enfrentam no dia a dia principalmente pelo preconceito por ser artista como o achismo que artista trabalha apenas por um prato de comida.

    “Colegas reclamando, penso que é tão difícil conseguir uma oportunidade, conquistar um personagem, fazer sucesso, receber, assistir e ganhar pelas reexibições. Eu ainda vou reclamar?! De jeito nenhum! Só agradeço! Tá chovendo. Ótimo, vou estudar meu texto.

    “Então, cada pessoa vê a fama, através de si próprio, como gostaria que fosse para si. Fiz um vídeo contando as experiências que tive. E como fui agredida um monte de vezes. Mas, isso é um tabu, a última vez que falei sobre isso, disse para a pessoa, olha fica com a sua opinião ‘que não tem nada a ver o fato de eu ser atriz’ que eu fico com a minha experiência de vida. O que eu posso te dizer? Respondo logo: “é porque eu sou bonita”. Daí os panaca fica tudo com cara de pastel!

    Uma homenagem que eu gostaria de fazer para concluirmos a matéria seria sobre o colega de Giovanna Gold, o eterno José Ricardo Almeida Campos e tantos outros personagens, Roberto Frota, ela cita a cena quando o José Ricardo estava hospitalizado e a Carmen foi pegar uma assinatura dele, enquanto ele estava incapaz. Ela optou por fazer ela chorando e sofrendo muito, porque é assim que Giovanna viu acontecer na minha vida real. O estelionatário se fazendo de vítima enquanto comete o crime.

    “Amo essa cena. E apesar de não haver diálogo, havia cumplicidade, parceria e compreensão. Frota fechou comigo. O Frota era o Bro (brother) e me chamava de ‘Sis’ (sister) onde quer que estivéssemos. Aliás, ele que uma vez mandou essa: “tem tanto folclore nessa profissão” que fica difícil até explicar… Essa frase foi uma epifania da simplicidade em minha mente! E desde então dou crédito, “como diz o Frota…”

    Ela conta que o núcleo Almeida Campos, ia quase sempre juntos de carro, da Vila Madalena a Osasco, e, depois que batiam o texto uma conversa puxava outra, e só se lembra de ir gargalhando até lá.

    “Ele viveu muito e bem, contracenou com um monte de gente, casou com atriz, criou filhos e família, escreveu livro, argumento de “E se eu fosse você”, então sempre tinha alguma visão interessante.

    “Histórias de bastidores, são as minhas favoritas, ele conhecia várias, contou uma, de um ator que entrava na cena e a deixa era a atriz queimando uma carta mas, a atriz não conseguiu queimar a carta, e, então o ator em vez de falar -“sinto cheiro de papel queimado” falou: “-sinto cheiro de papel rasgado”. Ahahahah Que presença de espírito!

    “E o que aconteceu na morte dele, é que além de petrificada, normal, somos humanos, e, assim nos sentimos no luto. Foi que, antes de me despedir dele, invólucro sem alma, precisava cansar meu cachorro na época, antes de ir para lá, para ele não sentir minha falta e eu não ficar agoniada em ter que voltar. E nesse lugar, parcão dos cachorros do Lido, onde já havia sido verbalmente agredida por ser atriz, gravado em vídeo 5 vezes, Boletim de ocorrência 1, fisicamente 1, esse homem pegou o meu cachorro pelo pescoço e levantou do chão, vulnerável e foi bruto, ao meu lado. Pela segunda vez. Quando falei que não gostava da atitude dele com meu cachorro, ele disse que “ele que não gostava da minha atitude, que eu me achava por ser atriz, que ele também era artista”, e, a coisa foi escalando, até que comecei a gravar, e até que ele abaixou as calças para me mostrar o que ele provavelmente acha de mais importante em seu físico dorsal. Mas, não adianta discutir. E naquele momento não tinha capacidade mesmo. Meu cachorro não é mais meu cachorro, está com uma família, que tem um irmãozinho igual a ele, dorme na cama da mãe pet.  “

    “Quando cheguei em casa, estava tão mal, tão triste, tão sozinha, que fiz uma live, ou melhor, entrei ao vivo no instagram, e tive muito acolhimento.Quanto ao vazio que meu Bro deixou, só ele saberia dizer, “Folclore”, Sis, nem esquenta…”

    Isso realmente me comove muito, e essas suas falas são muito importantes para a sociedade em si, Roberto Frota é uma grande inspiração e foi e ainda é um artista incrível assim como você Gio.

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