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Paleontólogos identificam nova espécie do “tiranossauro dos oceanos”

Fóssil identificado no Marrocos tinha 9 metros de comprimento e um crânio de 1,25 metro, além de mandíbulas longas e dentes curvados para trás

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 mar 2026, 11h19 •
  • A recente descoberta do fóssil de um réptil raro, conhecido como o “tiranossauro dos oceanos”, mostra o quanto os mares da Terra eram mais diversos no passado. Os restos do animal foram identificados no Marrocos, uma das regiões mais ricas desse tipo de vestígio, como uma nova espécie de predador marinho gigante: tinha cerca de 9 metros de comprimento e um crânio de 1,25 metro, além de mandíbulas longas e dentes curvados para trás — características típicas de predadores eficientes. Batizado de Pluridens imelaki, o réptil pertence ao grupo dos Mosasauridae, grandes predadores que dominaram os oceanos no final do Periodo Cretaceos. “Ele parece ter sido excepcionalmente raro nos depósitos fosfáticos, sendo conhecido por apenas um exemplar entre centenas de fósseis de mosassauros já recuperados”, afirmou o paleontólogo Nicholas R. Longrich, da Universidade de Bath, um dos autores do estudo publicado na revista científica Diversity.

    A nova espécie indica que certos grupos de mosassauros eram maiores e mais variados do que se imaginava, com diferenças marcantes na forma dos dentes, da mandíbula e no tamanho do corpo. Isso sugere que esses animais ocupavam nichos ecológicos distintos, com estratégias de caça diferentes. Para os cientistas, o achado reforça a ideia de que os oceanos da época eram habitados por uma diversidade maior de grandes predadores do que se pensava, pouco antes da grande extinção do Cretaceous–Paleogene extinction event, ocorrida há cerca de 66 milhões de anos.

    Nesse evento, estima-se que entre 70% e 75% das espécies do planeta desapareceram, incluindo os dinossauros não aviários, diversos répteis marinhos e muitos organismos que formavam a base das cadeias alimentares oceânicas. A extinção marcou a transição entre o final do Cretáceo e o início do Paleógeno, transformando profundamente os ecossistemas terrestres e marinhos.

    Para os autores do estudo, a descoberta de Pluridens imelaki ajuda a reconstruir como eram os oceanos pouco antes desse colapso global. O fato de a espécie ter sido identificada a partir de um único exemplar entre centenas de fósseis já encontrados nos depósitos fosfáticos marroquinos também sugere que muitos animais raros ainda podem estar escondidos em coleções científicas. Novas análises desses materiais, afirmam os pesquisadores, podem revelar espécies desconhecidas e ampliar o entendimento sobre a biodiversidade marinha que existia na Terra no final da era dos dinossauros.

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