Uma única região ativa do Sol, identificada como AR4366, entrou em atividade incomum entre os dias 1 e 5 de fevereiro e passou a liberar uma sucessão de erupções solares de grande intensidade. Em pouco mais de 48 horas, foram registradas ao menos três explosões de classe X, a categoria mais forte na escala usada pelos cientistas, além de dezenas de eventos de classe M, imediatamente abaixo.
A erupção mais intensa até agora foi classificada como X8.3, a mais forte de 2026, acompanhada de emissão intensa de radiação ultravioleta e raios X que ionizou a parte superior da atmosfera terrestre e provocou apagões temporários de rádio sobre áreas do Pacífico Sul, leste da Austrália e Nova Zelândia, segundo o Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA, agência americana que monitora o clima espacial.
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A sequência chama atenção não apenas pela força das explosões, mas pela frequência. Desde que surgiu, em 30 de janeiro, a AR4366 já produziu mais de 20 erupções moderadas, quase 40 de média intensidade e dez explosões de classe X.
O que é uma erupção solar?
As erupções solares são explosões que liberam grande quantidade de radiação eletromagnética. Elas são classificadas em uma escala que vai de A, B, C, M até X, sendo que cada letra representa um aumento de dez vezes na energia liberada. As de classe X são as mais potentes que o Sol pode produzir.
O número que acompanha a letra indica a intensidade dentro da categoria. Uma erupção X8.3, como a registrada em 1º de fevereiro, está entre as mais fortes do ciclo solar atual.
Essas explosões não são visíveis a olho nu, mas seus efeitos podem ser sentidos na Terra na forma de interferência em comunicações de rádio, sistemas de navegação, satélites e, em alguns casos, na intensificação das auroras em regiões próximas aos polos.
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